Ministro Paulo Guedes aposta na venda de empresas públicas como uma das principais soluções para conter a crise fiscal no país.

O Ministério da Economia divulgou pela primeira vez um relatório que descreve os benefícios concedidos a funcionários de empresas estatais federais, na tentativa de estimular as privatizações. Auxílio-babá e auxílio-refeição, passando da faixa dos R$ 1 mil, são alguns dos dados apontados pelo relatório.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, aposta nas privatizações de empresas públicas como uma das principais soluções para conter a crise fiscal no país, agravada pela pandemia da Covid-19. O ministro diz que algumas dessas empresas são ineficientes e custam caro para o país.

Na última sexta-feira (29/1), os funcionários do Banco do Brasil decidiram cruzar os braços em protesto à reestruturação do banco. O governo quer fechar 112 agências e desligar 5 mil funcionários. Uma das principais críticas dos funcionários é a redução salarial de até 40%. Um dos benefícios concedidos aos colaboradores é o auxílio-babá, no valor de R$ 502,97 por mês, além de isenção de cobrança de tarifas para empregados, aposentados e pensionistas.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), também oferece benefício dedicado aos filhos dos colaboradores, com assistência educacional de R$ 1.261,65 por mês. O auxílio-refeição é outro valor que ultrapassa a média paga pelas empresas privadas, com R$ 1.521,80 por mês.

A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), empresa destinada ao fomento do progresso das regiões ribeirinhas, oferece 13 tickets por ano de auxílio-refeição no valor de R$ 1.015,50 cada.

A Caixa Econômica Federal paga R$ 807,40 por mês de auxílio refeição, além de uma cesta alimentação de R$ 636,17/mês. A Caixa também possui auxílio-babá em sua lista de benefícios, oferecendo R$ 488,61 por mês para a atividade.

Sem privatizações

Apesar de defender essa agenda das privatizações, o governo Bolsonaro ainda não conseguiu colocá-la em prática. O próprio presidente Jair Bolsonaro (derm partido), por exemplo, já disse que é contra vender o Banco do Brasil, entre outras.

Por causa dessa resistência do próprio presidente da República, o governo já contabilizou baixas. No final de janeiro, Wilson Ferreira pediu demissão da Eletrobras. Ele preparava a empresa para ser privatizada, mas saiu após constatar que o processo poderia nem ocorrer. Antes dele, o empresário Salim Mattar deixou a Secretaria de Desestatização do Governo com a mesma justificativa.

Fonte: Metrópoles