O hospital de campanha municipal Gilberto Novaes, localizado no Lago Azul, zona Norte de Manaus, criado para desafogar o sistema estadual de saúde durante a pandemia da Covid-19, deixará de atender novos pacientes a partir desta segunda-feira, 15/6. A informação foi confirmada pelo prefeito Arthur Virgílio Neto na noite deste domingo, 14, embasada na redução de casos da doença na capital. A unidade já curou mais de 570 pacientes, sendo 28 indígenas.  Atualmente, 46 pacientes seguem internados em tratamento no hospital.

Inaugurado no dia 13 de abril, durante o pico de casos de coronavírus em Manaus, o hospital de campanha nasceu de uma parceria entre a Prefeitura de Manaus com a iniciativa privada, por meio do grupo Samel e instituto Transire. Implantando em apenas quatro dias nos prédios de um Centro Integrado Municipal de Educação (Cime), a unidade possui mais de seis mil metros quadrados.

De acordo com o prefeito, todos os pacientes que ainda se encontram no hospital continuarão recebendo o tratamento normalmente. Após a alta médica do último paciente, o hospital de campanha deverá interromper suas atividades. A taxa de ocupação, atualmente, é de 30%, de um total de 180 leitos ativos, entre enfermarias, semi-intensivas e UTI.

“O hospital de campanha cumpriu a sua missão. Fizemos às pressas para socorrer o governo do Estado, sobretudo a população de Manaus, e transformamos uma escola em hospital em tempo recorde, mas está na hora de fechar o hospital e fazer com que retorne ao seu destino de escola”, disse Arthur ao confirmar que o local será usado como centro integrado de educação de alto padrão. “Vai ter um mural contando toda a história do hospital e mostrando como saímos da assistência básica de saúde para fazermos o nosso próprio hospital, que deu muitos números positivos. Os livros de história sobre Medicina terão a lembrança do hospital Gilberto Novaes”, completou.

Na última semana, o hospital passou por uma transição, sendo gerido, a partir de então, integralmente pela prefeitura. Neste final de semana em que o hospital completou dois meses de funcionamento, 18 pacientes receberam alta médica, sendo 13 neste domingo.

Mesmo sendo um hospital de campanha provisório, nos últimos dois meses a unidade contou uma estrutura de alta complexidade, funcionando totalmente informatizado com setores primordiais de uma unidade de grande porte. Esterilização de materiais, controle de infecção hospitalar, engenharia clínica, nutrição clínica e arquivo médico e estatística são algumas das áreas gerenciadas por departamentos próprios implantados no hospital.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi, que esteve no hospital de campanha neste domingo, a prefeitura tem acompanhado de perto todos os indicadores de Covid-19, como casos confirmados, atendimento de suspeitos e observa-se que há uma redução em Manaus dos casos, refletindo inclusive na redução das internações no hospital de campanha.

“Podemos dizer que o hospital de campanha cumpriu sua missão e que o prefeito Arthur conseguiu dar um grande apoio ao Estado. A partir de amanhã vamos rever todos os procedimentos dentro do hospital. Agradecemos todos os servidores que atuaram na linha de frente: médicos, enfermeiros, técnicos, nutricionistas, fisioterapeutas, que enfrentaram aqui dentro, de peito aberto e com determinação, esse inimigo poderoso e invisível que afetou de forma tão grave a população de Manaus”, comentou o secretário.