A CPI da Saúde aprovou nesta terça-feira (04) a convocação do ex-secretário estadual de Saúde, Francisco Deodato, para dar explicações sobre contratos firmados pela Susam em 2017.

Deodato foi secretário de Saúde durante o mandato tampão do ex-governador Amazonino Mendes, entre os meses de novembro de 2017 a dezembro de 2018.
Sobre Deodato recaem suspeitas de contratos superfaturados referentes a atendimentos médicos realizados no interior do Amazonas. O nome do ex-secretário foi citado pela ex-secretária executiva da Susam, Maria de Belém Martins, durante depoimento nesta terça-feira, à CPI.

De acordo com Maria de Belém, Deodato solicitou que ela assinasse processos de pagamentos de serviços médicos da gestão de 2017 “para serem arquivados”.
A ideia era tirar o processo de circulação dentro da Susam, por isso teria que ser arquivado.

O processo com suspeita de irregularidades é uma ordem bancária, com data retroativa, referentes a exames de colposcopia e cononização realizados pela empresa Norte Serviços Médicos em pacientes do interior do Amazonas.

A empresa recebeu R$ 860 mil por 91 exames realizados em mulheres dos municípios de Envira, Guajará e Ipixuna, entre os dias 28 e 29 de julho e 10 a 11 de agosto se 2017.

A CPI afirma que esses exames foram superfaturados, pois cada atendimento custou R$ 8,6 mil, enquanto que nas clínicas particulares de Manaus o mesmo procedimento sai por, no máximo R$ 1,3 mil.
A data para o depoimento de Francisco Deodato ainda não foi marcada.