A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde recebeu hoje (03) da secretaria estadual de Saúde (Susam) os relatórios sobre a contratação de 16 empresas terceirizadas para atuar no hospital de campanha Nilton Lins, usado para cuidar de pacientes com coronavírus.

Os relatórios contendo mais de 10 mil páginas foram entregues pela secretária de Saúde, Simone Papaiz, e recebidos pelo presidente e relator da CPI, deputados Delegado Péricles e Fausto Jr.

A entrega dos documentos aconteceu na sede da Susam, onde também houve uma reunião entre os membros da CPI e técnicos da secretaria de Saúde.

Embora tenham recebido os relatórios da Susam, os membros da CPI reclamaram da falta de informações sobre o número de médicos e outros profissionais em atuação nos hospitais da capital e interior.

A Susam reconheceu que tem dificuldade em obter os números detalhados dos profissionais da Saúde.

A secretaria se comprometeu em apresentar, no prazo de 90 dias, um sistema informatizado contendo dados de todos profissionais em atuação no Estado. O sistema deverá apontar os nomes dos servidores, local de trabalho, carga horária e dias trabalhados, entre outras informações.

A CPI questionou também os motivos do atraso no pagamento de salários de médicos, enfermeiros e técnicos. Segundo o deputado Fausto Jr, houve casos com mais de 90 dias de atraso.

A Susam explicou que tem dificuldade em conferir as folhas de presença de todos os profissionais da Saúde. Segundo a secretaria, muitos hospitais têm dificuldade para saber quantos médicos e outros profissionais estão realmente de serviço nas unidades da capital e interior.

Para analisar o problema, a CPI solicitou à Susam que seja disponibilizado diariamente, de forma transparente, a lista completa dos servidores que estão trabalhando.