Medicamento antiviral continua a ser indicado para as pessoas com alto risco de desenvolvimento da forma grave da Covid-19.

A Pfizer informou, na terça-feira (14/6), que interromperá os estudo sobre o uso do antiviral Paxlovid em pacientes de risco padrão para a Covid-19. Fazem parte do grupo as pessoas sem condições prévias de saúde que aumentam as chances de doença grave e que conseguem se recuperar bem sem o uso de medicamentos.

A decisão foi tomada depois que um estudo revelou que o tratamento – indicado originalmente para pacientes com alto risco de desenvolver Covid-19 grave – não foi eficaz na redução dos sintomas nesse grupo.

Uma análise atualizada com 1.153 pacientes sem fatores de risco para desenvolver quadros graves da doença mostrou uma redução de 51% do risco de agravamento da infecção, uma taxa considerada como “não significativa” pela empresa. Como no caso das vacinas contra a Covid-19, o medicamento só é considerado útil com porcentagens próximas a 100.

Entre os adultos vacinados e com ao menos um fator de risco para progressão da Covid-19 grave, houve a redução de 57% no risco de hospitalização ou morte, também considerada não significativa.

“Devido a uma taxa muito baixa de hospitalização ou morte observada na população de pacientes de risco padrão, a Pfizer decidiu interromper a inscrição no estudo”, informou a empresa em um comunicado.

A farmacêutica afirma que concentrará os esforços na geração de mais dados sobre o uso do antiviral em populações vulneráveis, incluindo a administração do remédio em indivíduos imunocomprometidos por mais dias do que o indicado em bula, além de explorar outras oportunidades de desenvolvimento clínico, como o uso potencial em pacientes já hospitalizados com doença grave.

“Os resultados de nossos estudos de fase 2/3, bem como a experiência pós-autorização, apoiam o perfil de eficácia e segurança do Paxlovid no tratamento de pacientes com Covid-19 leve a moderada com pelo menos um fator de risco para progredir para quadros graves, independentemente do status de vacinação”, disse o presidente e CEO da Pfizer Albert Bourla.

 

 

 

 

 

Fonte: Metrópoles