Enquanto o mundo vem buscando tratamentos para a pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2), antigas doenças e ameças podem ressurgir, como um sinal de alerta para a sociedade. É esse o caso relatado pelas autoridades da saúde na cidade de Bayannur, da região chinesa da Mongólia Interior, onde um trabalhador da região rural foi contaminado pela peste bubônica.

De acordo com a comissão de saúde da cidade de Bayannur, o caso foi identificado nesse domingo (5) e o paciente apresenta condições de saúde estáveis, mesmo que sob tratamento em um hospital da região. Para evitar novos problemas, a mesma comissão proibiu a caça e o consumo de animais que possam transmitir a peste — principalmente, as marmotas — até o final desse ano. Além disso, a partir de agora, os moradores da região devem informar as autoridades locais caso encontrem um roedor morto ou doente.

Volta da peste negra?

Não, muito provavelmente esse relato individual não é o retorno da doença responsável pela peste negra, também conhecida como a peste bubônica, durante a Idade Média. Causada pela bactéria Yersinia pestis, a doença é, na maioria dos casos, transmitida por pulgas que são infectadas por roedores. Também pode ser transmitida pelo consumo do animal contaminado. Na Mongólia Interior, o hospedeiro costuma ser a marmota, habitante das áreas rurais. 

Em novembro do ano passado, as autoridades chinesas já tinham alertado para o caso de duas pessoas, também na Mongólia Interior, que foram diagnosticadas pela peste pneumônica, doença causada pela mesma bactéria da peste bubônica. No entanto, a peste pneumônica é a única que pode ser transmitida de pessoa para pessoa, através de gotículas respiratórias.

Caso não seja tratada, a peste pneumônica é fatal para o paciente. Enquanto isso, a peste bubônica é fatal para cerca de 30% a 60% dos casos quando não tratada, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Nesses casos, a cura se deve, principalmente, ao uso de antibióticos.

Fonte:  Canaltech