Seis instituições do comércio do Amazonas se uniram em nota neste sábado (22) para repudiar publicações feitas pelo deputado estadual Wilker Barreto (Sem partido). Em suas redes sociais, o deputado defendeu a exigência do passaporte vacinal para a entrada nos estabelecimentos do estado.

Via: Instagram

De acordo com a nota, não há efetividade na medida apoiada pelo candidato, e a classe teme prejuízo caso seja aprovada. E manifestou total reprovação na forma como Wilker tratou do assunto, pois não houve uma prévia discussão.

As associações defendem que, desde o início da pandemia, têm atuado incansavelmente para propor medidas de segurança para a população e que adotou Protocolos de Operação. E ressalta que o Governo do Amazonas não mede esforços para ampliar o índice de vacinação e esta tem se apresentado eficaz combatendo a gravidade da doença, de maneira que não há de se falar de vidas em risco, nem de sobrecarga de internações.

Assinam o texto, a Associação Brasileira de Shopping Centers-ABRASCE, Associação Brasileira de Bares e Restaurantes-ABRASEL, Associação Amazonense de Supermercados-AMASE, Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus-CDL, Federação do Comércio do Estado do Amazonas-FECOMÉRCIO e a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas-FCDL.

Leia na íntegra:

Ao Exmo. Wilker Barreto
Deputado do Estado do Amazonas

Ref.: NOTA DE REPÚDIO No 1/2022 Manifestação setorial

As entidades signatárias, cumprindo seu papel democrático e representativo da classe empresarial manifestam sua total reprovação ao seu poscionamento favorável nas redes sociais no dia 21 de janeiro de 2022, a Recomendação Conjunta, no 1/2022, realizada pelo Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público de Contas (MPC), Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM), Defensoria Pública da União (DPU) e Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), na qual pretendem que seja exigido o cartão de vacinação da Covid-19 para entrada em estabelecimentos no Amazonas.
Cumpre esclarecer, que, a todo momento, as entidades desde o ínicio da pandemia ocasionada pelo novo coronavírus têm atuado incansavelmente para propor medidas de segurança para toda a população. Para isso, inclusive, adotou completos Protocolos de Operação, com orientações rígidas para garantir a saúde e segurança de todas as pessoas, como também serviram de referência para diferentes setores de nossa economia, além de fornecerem seus equipamentos para campanhas/postos de vacinação.
Considerando os dados atualizados emitidos pela FVS/AM de que, apesar do -19, não há um cenário de gravidade
nos casos de infecção, comparando ao ocorrido nas fases pretéritas.
Pondera-se também que, a exemplo de outros países, que já vivenciam há mais
variante
como uma endemia, ou seja, uma doença infecciosa habitual.
Lembrando que estar vacinado não garante o não contágio, mas evita a gravidade
da doença, dessa forma, uma pessoa pode estar vacinada e infectada com sintomas leves ou assintomática e transmitindo o vírus, logo, não há efetividade na medida da obrigatoriedade da apresentação da carteira de vacinação.
Além disso, é sabido que o Governo do Amazonas não tem medido esforços para ampliar o índice de vacinação, que dispomos de vacina e esta tem se apresentado eficaz combatendo a gravidade da doença, de maneira que não há de se falar de vidas em risco, nem de sobrecarga de internações.
Por todas as razãoes expostas, o que se espera dos políticos (representantes do
povo), sobretudo em tempo de recessão econômica, são poscionamentos pautados na razoabilidade, no equilíbrio econômico-financeiro, na harmonia social, entre outros princípios de igual relevância.
O repúdio ao seu posiconamento é agravado ainda, não só por seu conteúdo carrasco e antidemocrático, mas pela forma que este foi concebido, sem a prévia discussão com os representantes das classes geradoras de empregos do nosso Estado.
Temos certeza que o Exmo. Deputado não se lembrou daqueles que, com olhos em lágrimas estão entregando cartas demissionárias, e, também, daqueles que diuturnamente estão dando seu sangue para manter seus negócios em pé e pagando impostos escorchantes a que a atividade empresarial é submetida nesse País.
Diante do exposto, as entidades signatárias lamentam a visão distorcida e a forma equivocada que o deputado se posionou favorável a esse ponto da recomendação conjunta no. 1/2022 dos órgãos supracitados, sem a prévia discussão com as entidades de classe empresarial do Amazonas.
Sem mais para o momento, subscrevemo-nos.
ABRASCE – Associação Brasileira de Shopping Centers
ABRASEL Associação Brasileira de Bares e Restaurantes AMASE Associação Amazonense de Supermercados
CDL Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus
FECOMÉRCIO Federação do Comércio do Estado do Amazonas FCDL Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas