Em 2020, a imunização de crianças foi 20% menor do que a meta; a cobertura mais crítica é da hepatite B, que despencou de 90%, em 2015, para 51% no ano passado.

Rubéola, poliomelite, difteria, paralisia infantil, tétano, entre outras doenças, parecem enfermidades do passado, né? No entanto, há um grande risco de também fazerem parte do futuro. O motivo é a diminuição no índice de vacinação de crianças a cada ano. Apenas em 2020, a imunização infantil ficou 20% abaixo da meta. Segundo o Ministério da Saúde, o ideal é imunizar anualmente 95% dos bebês com até 12 meses. No ano passado, esse número não passou de 72%.

A pandemia da Covid-19 está entre os principais fatores que motivaram a queda na vacinação em 2020. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 80 milhões de crianças não foram vacinas em 2020. Para o infectologista Renato Kfouri, de fato, muitos pais ficaram com medo do contágio pelo coronavírus, mas esse não é o único motivo do recuo na imunização. “Temos fake news, desabastecimento de vacinas muitas vezes, temos um calendário muito mais amplo. Mas, como pano de fundo, a desmotivação em se vacinar vem da falta de percepção que o risco que essas doenças tinham e hoje não tem mais. As pessoas se questionam, para que eu vou vacinar contra uma doença que nunca ouvi falar?”, avalia.

Fonte: JP Noticias