Após empate por 1 a 1 no tempo normal, ex-jogador do Corinthians entra em campo e decide; com sete medalhas de ouro, país iguala títulos da Rio 2016.

O país pentacampeão do mundo agora é bicampeão olímpico. Cinco anos depois de quebrar um longo jejum e conquistar o esperado ouro no futebol masculino, a seleção brasileira precisou da prorrogação, mas venceu a Espanha por 2 a 1 e manteve o título. A campanha, que começou com um 4 a 2 em cima da Alemanha, não foi brilhante: três vitórias e três empates (considerando apenas o tempo regulamentar), mas premia uma boa geração, que conta com nomes como Guilherme Arana, Bruno Guimarães, Anthony e Malcom, autor do gol do título. A equipe ainda foi reforçada por três atletas com mais de 23 anos: Richarlison, titular da seleção principal, o multicampeão Daniel Alves e o zagueiro Diego Costa, do Sevilla.

O Brasil começou o jogo devagar, mas foi melhorando e no meio do primeiro tempo dominava completamente a Espanha. Em pênalti do goleiro Unai Simón marcado com auxílio do VAR —ele saiu em falso e acertou soco não intencional em Matheus Cunha —, Richarlison teve chance de ouro para abrir o placar aos 37 minutos, mas isolou a cobrança. O time canarinho não se abateu, seguiu pressionando e finalmente abriu o placar aos 46. Daniel Alves foi valente e evitou saída de bola pela linha de fundo e a jogou para o meio da área. Matheus Cunha disputou com dois defensores espanhóis, matou no peito e bateu com força no canto esquerdo do goleiro.

No segundo tempo, a seleção brasileira se retraiu e convidou a Espanha para o campo de ataque. Os cruzamentos passaram a rondar a área do time de André Jardine, e um deles acabou sendo fatal. Soler apareceu nas costas de Guilherme Arana e cruzou no segundo pau. Oyarzabal se jogou em um carrinho voador e, de canhota, anotou o golaço que levou a decisão para a prorrogação. E o jogo só não terminou nos 90 minutos porque a trave salvou o Brasil duas vezes. Primeiro foi Soler que acertou o poste em cruzamento que pegou efeito. Depois, um tirambaço de Bryan Gil carimbou o travessão de Santos.

A prorrogação começou com a primeira substituição de Jardine na partida: o ex-corintiano Malcom entrou no lugar de Matheus Cunha, ao lado de Guilherme Arana o destaque do Brasil no tempo regulamentar. A Espanha, que havia melhorado com as entradas de Bryan Gil e Soler no segundo tempo, mexeu nas laterais. Mas foi a alteração brasileira que surtiu efeito, O veloz jogador revelado pelo Timão se destacou com sua velocidade na faixa esquerda do campo e marcou o gol do título no segundo tempo da prorrogação. Com o título no futebol, o Brasil chegou a sete ouros nos Jogos de Tóquio, igualando a Rio 2016.

Fonte: JP Notícias