De hipnotizantes a engraçadas, confira um cardápio de produções de dar água na boca.

Indícios nas redes sociais sugerem que, em quarentena, as pessoas redescobriram o prazer de cozinhar em casa. Para inspirar ainda mais os amantes da culinária, VEJA peneirou no catálogo da Netflix cinco produções que vão das mais sensoriais, a ponto de ser quase possível sentir o cheiro de cebola e alho refogados, às mais engraçadas. Confira a lista:

Sal, Gordura, Acidez e Calor

Domine esses quatro elementos e você terá dominado a cozinha. É essa a aposta de Sal, Gordura, Acidez e Calor, protagonizada pela carismática chef e escritora iraniano-americana Samin Nosrat. Em quatro episódios apetitosos, um para cada componente que nomeia a série, a cozinheira viaja para Itália, Japão, México e Estados Unidos com um único objetivo: provar que o que torna uma comida deliciosa é a combinação precisa desses pilares culinários. A minissérie é o prato de entrada perfeito para quem quer começar a se esbaldar no mundo da gastronomia e levar um pouco das belas combinações de Samin para dentro da rotina.

Mandou Bem

“Todo dia é dia de celebrar o fracasso”, diz o reality show de episódios curtos comandados por uma engraçadíssima comediante (Nicole Byer) e um chocolateiro francês (Jacques Torres). A produção traz competidores amadores dispostos a recriar obras de arte da confeitaria e a passar – muita – vergonha com o resultado final. Aqui o senso de humor está à frente da técnica: prioridade que fará muitos cozinheiros que assistem ao programa em casa se sentirem representados.

Cooked

Cozinhar nos torna mais humanos. É essa a premissa da série documental Cooked, protagonizada pelo jornalista e ativista da boa alimentação Michael Pollan. Em quatro partes, nomeadas a partir dos elementos fogo, água, ar e terra, o apresentador e cozinheiro conduz o espectador a uma reflexão: será que temos plena consciência sobre o que comemos? A série surpreende ao tratar do tema sem lições de moral e clichês da alimentação saudável, mas através do incentivo ao consumo do que é natural, caseiro e, principalmente, gostoso – o que inclui os ditos vilões glúten, bebidas alcoólicas e açúcar. Apostando na didática e na fotografia tentadora, Cooked é ideal para quem quer aprender novas receitas e (literalmente) pôr a mão na massa.

Street Food: Asia

Nesta série, mais do que falar de comidas deliciosas, fala-se das histórias de quem as cozinha e a relação até afetiva estabelecida entre criador e criatura. Em Delhi, na Índia, por exemplo, Dalchand Kashyap conta como reconstruiu o estande de chaat da família depois que o irmão se viciou em drogas e o comércio do pai colapsou. Com relatos emocionantes e combinações inusitadas, a série desmistifica a culinária asiática e joga preconceitos pela janela – o que, em tempos de coronavírus, nunca foi tão importante.

Somebody Feed Phil

Somebody Feed Phil tem o mesmo arroz-com-feijão de boa parte das séries documentais de comida por aí: um cara sai ao redor do mundo e explora cidades a partir da culinária, conversa com locais, visita feiras de rua e come pratos em câmera lenta. A diferença é que as outras séries não têm Phil Rosenthal como protagonista. Carismático e engraçado, ele faz questão de não se mostrar como um grande viajante à procura dos pratos perfeitos, mas como um homem de 60 anos que se deleita com um omelete de caranguejos em Bangkok, na Tailândia, sem medo de demonstrar a genuinidade e a excitação de uma criança de 10 anos.