Assim como as versões P1 e P2, a nova variante apresenta a mutação E484K, que a vem sendo associada à maior capacidade de transmissão.

Um grupo de pesquisadores coordenado pelo Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) sustenta que há uma nova variante do coronavírus em circulação no país. De acordo com os cientistas, ela teria surgido em agosto de 2020 e já se espalhou por estados de todas as regiões, exceto a Centro-Oeste.

A mesma variante já havia sido descrita por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em um trabalho independente. Assim como as linhagens brasileiras P1 e P2, que vêm sendo classificadas pela comunidade científica internacional como de “preocupação”, a nova variante possui a mutação E484K na proteína S do vírus. Essa mutação, de acordo com pesquisa, teria conferido maior capacidade de transmissão ao vírus.

“O estudo de novas variantes é essencial porque o vírus está sempre mutando, e quanto maior a transmissão maior a chance de surgirem mutações. O sequenciamento, ao revelar mutações e variantes, mostra a cara do inimigo que estamos enfrentando”, afirmou a pesquisadora Ana Tereza Vasconcelos, coordenadora do Laboratório de Bioinformática do LNCC, em entrevista ao jornal O Globo.

O descontrole da pandemia no país aumenta a possibilidade de surgimento de novas variantes, já que as mutações acontecem conforme o vírus tem espaço para se disseminar. O temor dos cientistas, neste momento, é que apareçam versões que não sejam neutralizadas pela resposta imunológica induzida por fórmulas de vacinas atuais.

Fonte: Metrópoles