Pré-candidato ao governo do Amazonas nas eleições 2022, Eduardo Braga ameaçou não votar favorável ao relatório final da colegiado, caso Wilson Lima não fosse (o único governador) listado entre os indiciados na CPI.

Relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL), cedeu à pressão do senador Eduardo Braga (MDB-AM), que ameaçava não votar de forma favorável ao relatório final do colegiado, e incluiu o nome do governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), como passível de indiciamento pelos órgãos competentes devido a sua atuação no enfrentamento à pandemia e do colapso do sistema de saúde local. O ex-secretário de Saúde do estado, Marcellus Campelo, também foi incluído no rol de indiciados. Com isso, Lima passa a ser o único governador a ter o nome listado entre os indiciados pela CPI. 

Ao saber da pressão, o gestor estadual usou as redes sociais para qualificar como “ameaça” a inclusão do seu nome como sugerido por Eduardo Braga e que o parlamentar tem interesse eleitoral, já que é pré-candidato ao governo do Amazonas nas eleições de 2022. Com isso, Lima passa a ser o único governador a constar entre os indiciados pela CPI da Covid. 

“Eduardo Braga está agindo da forma que os amazonenses já conhecem. À base de AMEAÇA para incluir meu nome no relatório da CPI, prometendo não votar caso não consiga o que quer. Ele quer incluir meu nome no relatório final – mesmo sabendo que não fui sequer investigado pela CPI”, escreveu Wilson Lima no Twitter. 

Em outra postagem, o governador destacou que o interesse de Eduardo Braga “visa exclusivamente às eleições de 2022 e a razão da vida dele é tentar sabotar o meu governo, que vem fazendo mais em dois anos do que ele em 8. Deixa o trabalho falar, senador, e pare de picuinha”.