Os sites O Antagonista, Jornal da Cidade On-Line, a rádio Panamericana S.A., ligada ao grupo Joven Pan, e o site Terra Brasil Notícias, haviam divulgado, em reportagens, que em intercepções feitas pela PF (Polícia Federal), Marcola declarava voto em Lula. Políticos bolsonaristas compartilharam o conteúdo. De acordo com as reportagens, o criminoso teria dito que Lula “é melhor [que Bolsonaro], mesmo sendo pilantra”.
Após a divulgação desse conteúdo, o presidente do TSE, Alexandre de Moraes, determinou no dia das eleições, domingo (2.out.2022) a remoção de conteúdo.
Na decisão, o ministro determina também o pagamento de multa no valor de R$100 mil reais em caso de descumprimento e multa de R$15 mil em caso de novo compartilhamento desse mesmo conteúdo.
Reação
Logo depois da decisão de Moraes, Fabio Wajngarten, chefe de comunicação da campanha de reeleição de Jair Bolsonaro (PL), reagiu à determinação. “Censura em pleno dia da eleição?“, publicou no Twitter:


“O Antagonista vai cumprir a decisão de Moraes e recorrer ao Supremo, consciente de seu direito de exercer, sem restrições, o princípio constitucional da liberdade de imprensa e de expressão”, diz o site.
O episódio se soma às demais decisões polêmicas do controverso inquérito das fake news. Uma das principais críticas se refere à sua própria instauração: o ministro Dias Toffoli abriu o inquérito sem provocação de outro órgão, o que é incomum.
Foi nessa mesma apuração que houve censura, depois derrubada, aos sites da revista Crusoé e do próprio O Antagonista.





