A confirmação pelo adiamento acontecerá em setembro deste ano

 

O Carnaval de 2021 poderá ser adiado para os meses de maio e junho, caso a pandemia do coronavírus continue fazendo vítimas no Brasil. A falta de uma vacina para a doença, bem como a dificuldade em controlar novas infecções, poderão adiar o Carnaval nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia.

O tema foi discutido hoje (22) entre representantes das secretarias de Cultura e de Turismo dos três Estados. A confirmação pelo adiamento acontecerá em setembro, quando os governos terão mais informações sobre o comportamento da pandemia e uma previsão sobre o lançamento de uma vacina.

O presidente da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, Jorge Castanheira, disse que as escolas estão conscientes da possibilidade de adiamento do Carnaval.

“Só imaginamos ter o desfile das escolas de samba em fevereiro se houver uma vacina. Sem a imunização, nós não temos como fazer esse evento com aglomeração. Carnaval é isso”, afirmou Castanheira.

Em São Paulo, o prefeito da capital paulista, Bruno Covas, disse que conversou nesta semana com o prefeito de Salvador, ACM Neto, sobre o adiamento em conjunto do Carnaval.

A preocupação do prefeito paulista é quanto às festas que acontecem nos barracões das escolas de samba a partir de outubro. Nestas festas, segundo o prefeito, é comum ter aglomerações com mais de duas ou três mil pessoas.

“Estamos preocupados não apenas com os desfiles no sambódromo, mas também com as festas que antecedem o Carnaval e que movimentam todos os bairros da cidade”, prevê Bruno Covas. “Sem a vacina, não há como planejar o Carnaval”, acrescentou.

Até agora, cinco escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro já declararam como “inviável” a realização dos desfiles sem a vacina.

Beija-Flor, Vila Isabel, Imperatriz, Grande Rio e São Clemente são as que se posicionaram dessa forma, enquanto outras foram um pouco menos incisivas.

A Unidos da Tijuca, por exemplo, acredita que é “prematuro” decidir qualquer posição agora, enquanto a Portela fala em “indefinição” e respeito às autoridades sanitárias.