Manaus | 8 de agosto de 2026 | 23:45:14

Cappelli: “Não tem cabimento” organização cometer crime e resolvê-lo

Secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Cappelli comentou a execução de médicos e mortes de suspeitos em “tribunal do crime”.

O secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Ricardo Cappelli, disse nesta sexta-feira (6/10) que “não tem cabimento” uma organização criminosa cometer um crime e ela mesma resolver.

Cappelli fez a declaração à GloboNews, horas antes de se encontrar com o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), para uma reunião sobre a execução a tiros de três médicos na Barra da Tijuca na madrugada dessa quinta-feira (5/10).

“O Brasil possui leis, possui regras, tem um estado de direito que precisa e será respeitado. Não tem cabimento a gente dizer que organizações criminosas cometem um crime e elas mesmas resolvem esse crime”, ressaltou Cappelli. “(A situação) não é lei da selva e o inquérito vai continuar”.

Tribunal do crime

A Polícia Civil do Rio localizou, no fim da noite dessa quinta, os corpos de quatro suspeitos de executarem os médicos. Segundo investigadores, o próprio Comando Vermelho (CV) teria determinado a eliminação dos executores após um “tribunal do crime”.

Dois dos quatro corpos suspeitos pela execução dos médico foram identificados. Os corpos seriam de Philip Motta e Ryan Nunes de Almeida.

Ainda nesta quinta, as autoridades do Rio de Janeiro fizeram um pronunciamento sobre o caso, onde concordam em resolver o crime “o quanto antes”. Os médicos serão enterrados em São Paulo e na Bahia.

Segundo informações da polícia, Motta seria membro do Comando Vermelho (CV) e era conhecido por Lesk. Ele teria migrado para o CV após a invasão da facção na comunidade da Gardênia Azul.

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