O procedimento promete atenuar olheira e mancha ao redor do olho, mas oftalmologista não recomenda.

Diariamente, o mundo da beleza e estética oferece um novo produto ou procedimento, no entanto, nem todos eles trazem resultados positivos para a saúde. É o caso da técnica Permanent Concealer, popularmente conhecida como a camuflagem de olheiras e manchas.

A técnica consiste na aplicação de maquiagem semipermanente que promete deixar a cor da pele do rosto mais homogênea, atenuando olheiras e manchas. A nova sensação do mundo da estética veio por meio das coreanas, mas a prática é condenada por especialistas.

A oftalmologista do CBV-Hospital de Olhos Juliana Lasneaux explica por que a prática de micropigmentação na região é perigosa e ineficiente.  “Nossa pele hoje, provavelmente, não é igual a de 20 anos atrás. Então, fica fácil concluir que não será a mesma daqui uns anos. Na menor das mudanças, a coloração será diferente”, pontua.

Ela indica que o efeito pode ser o contrário e o rosto da pessoa tende a manchar. “A região das pálpebras é altamente irrigada, pois artérias e veias passam por lá. Então, qualquer processo injetável tem riscos de complicações”. Se maquiagem que é removível pode causar alergias, imagina a tinta da pigmentação que não sai”.

Perda da visão

A oftalmologista Juliana Lasneaux alerta que a região das pálpebras é altamente irrigada, pois artérias e veias passam por lá. Então, qualquer processo injetável tem riscos de complicações: “Isso pode causar infecções, perda da visão, paralisias ou até hemorragias no cérebro”, alerta.

Ela acrescenta que “não aconselharia ninguém tatuar essa região”, finaliza. A BB glow, técnica muito parecida, também é condenada pelos experts da área.

Fonte: Metrópoles