A proposta de adiamento da eleição municipal para os dias 15 e 29 de novembro promete ter uma dura batalha na Câmara dos Deputados, onde os parlamentares não entraram em consenso sobre a medida.

Após ser aprovado nesta semana pelo Senado, o Projeto de Emenda à Constituição (PEC) que muda excepcionalmente o calendário eleitoral foi encaminhado à Câmara dos Deputados para ser votado.

Mas os deputados não estão convencidos da importância da mudança de datas. Os parlamentares do Centrão defendem que a votação seja mantida na data original de 4 de outubro (primeiro turno).

Na Câmara também ganha força a proposta do adiamento da eleição para o ano de 2022, por meio da unificação das eleições. A medida polêmica visa prorrogar por dois anos os atuais mandatos de prefeitos e vereadores em todo Brasil.

No Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Luís Roberto Barroso considera inconstitucional a prorrogação para 2022. Para se tornar lei, a medida precisa de apoio de três quintos dos votos da Câmara (308 votos).

Analistas políticos avaliam que seria necessária uma grande articulação do Centrão para garantir que a prorrogação fosse inserida na Constituição.

Nos bastidores de Brasília, parlamentares contrários ao adiamento do pleito dizem que a campanha eleitoral aumentará ainda mais o risco de contágio entre eleitores.

Os deputados argumentam com a mudança da data, de outubro para novembro, não terá grande efeito na prevenção contra o coronavírus.

O portal A Repórter conversou com o deputado Marcelo Ramos, que afirmou que a decisão tomada pelo Senado dificilmente será aceita pela Câmara Federal. “Aqui no plenário, temos quase certeza que a eleição será mantida para o dia 4 de outubro. Não existe articulação suficiente para mudança na data” afirmou.u