A partir de dados de 21 mil norte-americanos, pesquisadores concluíram que a bebida estimulante contribui para a saúde do coração.

Uma das bebidas mais consumidas do mundo, o café pode ajudar na saúde do coração. Segundo estudo publicado na revista científica Circulation: Heart Failure nesta quarta (10/2), beber uma ou mais xícaras de café por dia pode reduzir as chances de insuficiência cardíaca.

Os pesquisadores analisaram informações de três grandes pesquisas que acompanharam pacientes por cerca de 10 anos. Ao todo, os dados trouxeram informações sobre as condições de saúde de cerca de 21 mil norte-americanos. Os responsáveis pelo levantamento são da Universidade do Colorado, Universidade Chapman e do Instituto de Precisão em Medicina Cardiovascular da Associação Americana do Coração.

De acordo com a análise dos dados, as pessoas que disseram tomar uma ou mais xícaras de café por dia mostraram menos chances de apresentarem insuficiência cardíaca a longo prazo, quando comparadas as que não tomam café ou preferem a versão descafeinada da bebida.

E, quanto mais café, melhor. Em duas das pesquisas, o risco caiu entre 5% e 12% a cada xícara a mais. Na outra, quem toma pelo menos dois cafés por dia apresentou risco 30% menor para a doença.

“A associação entre a cafeína e o risco de insuficiência cardíaca foi uma surpresa. Café e cafeína são considerados pela população geral como substâncias ruins para o coração, uma vez que se tende a associá-las com palpitações e pressão alta”, afirmou David P. Kao, pesquisador responsável pelo levantamento, ao site EurekAlert.

Apesar dos resultados, ele considera que não há evidências suficientes para recomendar que as pessoas bebam mais café. “No fim das contas, beba café com moderação como parte de uma dieta saudável, que atenda às recomendações de frutas, vegetais e grãos, que tenha pouco sódio, gorduras saturadas, açúcares e laticínios”, explica Penny M.Kris-Etherton, uma das diretoras da Sociedade Americana do Coração.

A médica acrescenta que a cafeína é um estimulante e que consumi-la em excesso pode trazer problemas, como tremores e dificuldade para dormir.

Fonte: Metrópoles