Manaus | 4 de junho de 2026 | 15:56:19

Cade abre inquérito para apurar ‘ação orquestrada’ em alta de combustíveis

RN - COMBUSTÍVEIS/PREÇOS/NATAL - GERAL - Movimento em postos de combustíveis na cidade de Natal, capital do Rio Grande do Norte, nesta quarta-feira, 27 de outubro de 2021, que voltou a ter o maior preço médio do litro da gasolina entre todos os estados do país. Os dados são do último levantamento semanal feito pela Agencia Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP). Natal também e a capital com o preço médio mais alto, na comparação com todas as outras cidades. 27/10/2021 - Foto: JOSé ALDENIR/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO

Investigação é feita com base em notícias que apontaram ‘aumentos repentinos’ durante o período de transição para o governo Lula.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) instaurou na quarta-feira, 4, inquérito para apurar uma possível ação orquestrada no aumento dos combustíveis em postos de diversos locais do país no momento de transição para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A abertura da investigação foi feita com base em notícias que apontaram “aumentos repentinos” nos preços de combustíveis por diversos postos em diferentes localidades do Brasil às vésperas do período de transição do governo. O ofício, assinado pelo presidente do Cade, Alexandre Cordeiro, elenca aumentos evidenciados principalmente no Distrito Federal, Espírito Santo, Pernambuco e Minas Gerais. Um dos primeiros atos do presidente foi prorrogar a desoneração dos combustíveis. A Secretaria Nacional do Consumidor já notificou postos onde o aumento foi identificado. “Inaceitável e inexplicável a alta da gasolina, pois não houve aumento no preço internacional do barril de petróleo e a isenção de tributos federais sobre os combustíveis foi renovada”, disse o secretário da pasta, Wadih Damous, nas redes sociais.  A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e da Segurança Pública, comandado pelo ministro Flávio Dino, notificou seis entidades representativas de proprietários de postos de gasolina para que expliquem, em até dois dias, os aumentos recentes nos preços dos combustíveis. A secretaria afirma no documento que não houve aumento dos preços internacionais, tampouco aumento de preços nas refinarias, que justifiquem os aumentos observados a partir do dia 1º de janeiro.

 

 

Fonte: JP Notícias

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