Manaus | 4 de junho de 2026 | 15:43:47

Brasileiro é 1º do mundo a usar terapia inovadora contra o câncer

O cineasta Sebastião Dias Braga Neto, de 37 anos, será o primeiro paciente no mundo a testar o tratamento CAR-T Cell Triplo.

O cineasta e produtor audiovisual brasileiro Sebastião Dias Braga Neto, de 37 anos, será o primeiro paciente no mundo a receber o tratamento CAR-T Cell Triplo contra o câncer. O método, cujos testes estão sendo iniciados agora nos Estados Unidos, é uma evolução das terapias CAR-T Cell, apontadas como uma revolução no combate ao câncer por usarem células do próprio paciente geneticamente modificadas para combater tumores.

Sebastião revelou que foi diagnosticado com leucemia, câncer que afeta os glóbulos brancos, no início da pandemia, após investigar dores nas pernas. O caso dele é de leucemia mieloide crônica (LMC), que se caracteriza pela multiplicação anormal de glóbulos brancos devido a uma alteração no DNA das células da medula óssea.

Para tratar o problema, ele iniciou sessões de quimioterapia. A opção não funcionou após sete meses e ele precisou recorrer a um transplante de medula óssea. Um ano após o procedimento, o cineasta viu o câncer retornar mais forte como uma leucemia linfoide aguda (LLA). Sebastião se viu sem opções de tratamento, até que uma amiga o colocou em contato com o pesquisador Vanderson Rocha, do Hospital das Clínicas de São Paulo. O médico o colocou em contato com o colega Marcos de Lima, que está nos Estados Unidos, e buscava voluntários para um novo estudo.

Sebastião Dias se inscreveu, então, para ser voluntário na pesquisa chefiada por Lima, no hospital da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, e foi aceito.

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Tratamento

O método usado em Sebastião consiste em pegar as células brancas, que têm como função a defesa do corpo, e alterá-las geneticamente para que respondam a uma necessidade maior, deixando-as mais fortes. Ao serem reintroduzidas nele, o objetivo é que trabalhem na eliminação das células defeituosas. A técnica é individualizada, pois cada paciente tem suas células modificadas de acordo com o tipo de problema que precisa combater.

Sebastião já recebeu 40% das células depois de um procedimento realizado em 12 de julho e deve receber o restante em uma segunda dose na próxima semana. Ele apresentou febre, que é uma reação esperada. A expectativa é que dentro de um mês o câncer apresente remissão.

Um dos problemas desta opção é o custo. Somente a produção das células fortalecidas gira em torno dos R$ 2 milhões. Todo o procedimento pode chegar em R$ 8 milhões. Como o brasileiro é voluntário no método, não precisa pagar pelos procedimentos. O alto custo é explicado pelo fato de poucas empresas estarem autorizadas a manipularem as células usadas no procedimento.

Fonte: Metrópoles

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