Polícia Federal investiga suposta venda ilegal de presentes dados à Presidência, envolvendo associados próximos do ex-presidente.
O ex-presidente Bolsonaro nega veementemente qualquer envolvimento no suposto comércio ilícito de presentes apresentados à Presidência durante sua gestão.
A Polícia Federal está investigando denúncias de esquema não autorizado envolvendo a venda desses itens, com suspeitas centradas em pessoas próximas ao ex-presidente. Na tentativa de dissipar as dúvidas, Bolsonaro disponibilizou seus registros financeiros para escrutínio, pois mantém sua inocência em meio ao inquérito em andamento.
A PF esquadrinhou trocas de mensagens, viagens aos Estados Unidos e até sites de leilões. “Constatou a Polícia Federal que ‘o número de série do relógio anunciado no site https://www.liveauctioneers.com/ é o mesmo número registrado no acervo privado do ex-Presidente da República JAIR BOLSONARO, recebido em 29 de novembro de 2022, por meio do processo SEI 08500.018470/2023-03’, concluindo, assim, que o conjunto de joias recebido pelo então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, após viagem à Arábia Saudita, em outubro de 2021, foi submetido à venda, mediante leilão nos Estados Unidos da América”, diz trecho do extenso documento que embasou o pedido de busca e apreensão. Em março, depois que veio à tona o caso das joias sauditas, o Tribunal de Contas da União resolveu cobrar a devolução do material para o acervo público. Cid, então, comandou uma operação de resgate dos bens, com ajuda do pai e de Wassef.





