Embarcação também levará serviços aos municípios de Canutama e Lábrea, atingidos pela enchente.

A Unidade Básica Fluvial de Fiscalização e Pesquisa (UBFFP II), do Instituto de Pesos e Medidas do Amazonas (Ipem-AM), que saiu de Iranduba nesta segunda-feira (05/04), chegará à comunidade de Foz do Tapauá na próxima quinta-feira (08/04), levando serviços de cidadania e ações emergenciais. Em seguida a embarcação segue para a sede do município de Tapauá, e, posteriormente, para a Canutama e Lábrea, todos afetados pela cheia dos rios.

Ao todo, a viagem terá 25 dias de duração e conta com a força de trabalho de cerca de 34 pessoas, entre tripulação e servidores de sete secretarias e autarquias estaduais que estão realizando um trabalho integrado em benefício da população do interior.

“O Ipem, utilizando nossa unidade fluvial, que inicialmente era designada para fiscalização, agora estamos agregando outros serviços de forma integrada, nesse momento em que esses municípios sofreram bastante com essas enchentes. Nesse primeiro momento, estamos indo para a calha do Purus, mas já está programado para, a partir de maio, e julho, as calhas do Solimões e do Madeira”, ressaltou o diretor-presidente do Ipem, Márcio André Brito.

O principal indicador para determinar quais municípios vão receber as ações é o trabalho de monitoramento realizado pela Defesa Civil. “Esse foi o nosso parâmetro para que pudéssemos planejar as ações e levar trabalho de cidadania, justiça, orientação de comércio, que nesse momento fica muito prejudicado, e por isso que o Ipem está realizando essa missão”, acrescentou Márcio André.

Serviços – Um dos serviços mais aguardados pela população do interior é a emissão de documentos como identidade e certidão de nascimento, que será executada pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc).

“Estamos preparados para atender até mil certidões de nascimento, e nós vamos dar continuidade do atendimento com a emissão de RG. Ao todo, vamos fazer a emissão de 1.500 RGs nos três municípios. É um atendimento emergencial para quem perdeu tudo na alagação, porque essas pessoas precisam dos seus documentos para poder ter acesso aos benefícios, não só do Governo do Estado, mas também do Governo Federal”, destacou a secretária da Sejusc, Mirtes Salles.

O Ipem vai realizar a verificação nos postos de combustíveis flutuantes e comércios em geral, além de orientar os consumidores e os empresários. “Nós realizaremos atividades de modo geral nos supermercados, mercadinhos e postos flutuantes. No primeiro momento, nós estamos realizando orientação tanto para o consumidor quanto para o empresário”, pontuou Davi Alberto, metrologista do Ipem que faz parte da equipe de atuação nos três municípios.

A Defesa Civil do Amazonas vai vistoriar os municípios e orientar as Defesas Civis Municipais sobre a decretação de estado de emergência. “É muito gratificante estar na Defesa Civil, é um trabalho árduo, porém muito satisfatório. Vamos fazer o possível para dar o melhor de nós”, enfatizou a servidora da Defesa Civil, sargento Hélida.

Mais ações – Além da Sejusc, Ipem e Defesa Civil, outros quatro órgãos estão envolvidos na realização das ações emergenciais em Tapauá, Canutama e Lábrea.

A Secretaria de Assistência Social (Seas) vai orientar os usuários sobre serviços públicos; o Instituto Estadual de Defesa do Consumidor (Procon-AM) realizará orientação no comércio em geral; a Empresa Processamento de Dados Amazonas S.A (Prodam) irá viabilizar a internet para os trabalhos realizados durante a viagem na embarcação; e a Secretaria de Administração e Gestão (Sead) deverá viabilizar o fornecimento do combustível.
Operação – A ação faz parte da Operação Enchente 2021, que está levando ajuda humanitária, operações de crédito, anistia de dívidas, apoio ao setor primário, suspensão de cobrança da tarifa de água em municípios atendidos pela Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama) e instalação de abrigos e de estações de tratamento de água.

Toda a operação tem um investimento estimado em R$ 67 milhões. Inicialmente, serão atendidos os 19 municípios das calhas dos rios Juruá, Purus e Madeira, onde aproximadamente 130 mil pessoas devem ser socorridas.

FOTOS: Arthur Castro/Secom