O Ministério da Economia divulgou nesta quarta-feira, 17, a expectativa de crescimento de 3,2% para o fim deste ano; a projeção é a mesma desde 2019.

O fechamento do comércio e dos serviços em vários estados brasileiros não alterou as projeções do Ministério da Economia para o Produto Interno Bruto (PIB) do país. Nesta quarta-feira, 17, a pasta divulgou a expectativa de crescimento de 3,2% para o fim deste ano; a projeção é a mesma desde 2019. O secretário especial de Fazenda disse que a pasta resolveu manter o índice com “transparência, conservadorismo e cautela”, mas admitiu que o cenário de avanço da Covid-19 no Brasil pode provocar incertezas. Waldery Rodrigues destacou que o auxílio emergencial pode ser um aliado. “Sem dúvidas, medidas de lockdown tem efeito direto sobre a economia. As projeções podem ser alteradas conforme novos fatos sejam revelados. Uma reação maior da economia com o auxílio emergencial deve ocorrer. O auxílio emergencial tem uma função de, primeiro, proteger os mais vulneráveis, que é uma diretriz sólida desse governo e, segundo, manter a dinâmica econômica, os elementos da economia, especialmente no mercado de trabalho, mantê-los firmes.”

O secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida, afirma que o Brasil tem chances de recuperação econômica ainda neste ano, principalmente se acelerar a vacinação contra a Covid-19. “Tão logo você seja capaz de vacinar a população, teremos retorno seguro ao trabalho e esperamos um aumento do emprego. Então são os fatores que nos levam a apostar no aumento do PIB para esse ano. Termos de troca favoráveis, taxas de juros internacional baixas, taxas de poupança mais elevada, mercado de crédito robusto e o ajuste que foi feito no mercado informal de trabalho. O recrudescimento da pandemia, e as consequências e medidas para diminuir a propagação do vírus, gera um efeito negativo na economia. De um lado, temos efeitos positivos e, de outro lado, temos os efeitos negativos, claramente associados à pandemia”, disse. Em 2020, a economia brasileira registrou um tombo de 4,1%, segundo o IBGE; o maior recuo da série desde 1996. Para o ano de 2022, a previsão oficial de alta do PIB do governo federal foi mantida em 2,5%. Apesar do otimismo com o crescimento econômico no ano, o Ministério da Economia aumentou a estimativa para a inflação de 2021. A projeção passou de 2,94% para 4,4%, acima do centro da meta de inflação para o ano.

Fonte: JP Noticias