A eleição municipal de 2020 não terá a identificação dos eleitores por meio da biometria. Isso significa que os eleitores não precisarão usar o leitor de digitais para comprovar a identidade. Basta apresentar o documento com foto e o título de eleitor no momento de votar.

A mudança na legislação eleitoral, que previa ampliar o uso da identificação biométrica em todo País, foi comunicada nesta quarta-feira (15) pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso.

A decisão pela retirada da biometria tem como objetivo evitar a contaminação dos eleitores pelo coronavírus.

De acordo com um estudo apresentado pelo TSE, que ouviu médicos e cientistas especializados em infectologia, o uso da identificação digital representa até 70% do tempo gasto pelos eleitores na hora de votar.

Com a retirada da biometria, a intenção é acelerar o processo de votação, diminuindo as filas e aglomerações nas sessões e zonas eleitorais.

Outro problema é quanto ao aparelho usado para ler as digitais. Segundo o TSE, ele não foi produzido para receber limpeza com álcool várias vezes seguidas. Isso pode comprometer o funcionamento do leitor de digitais.

A questão deve ser incluída nas resoluções da eleição 2020, e levada ao plenário do TSE no retorno do recesso, no mês de agosto.

Para garantir a segurança das pessoas, inclusive dos mesários, a identificação dos eleitores será por meio de assinatura do caderno de votação.

O TSE está preparando uma campanha para orientar as pessoas a levar a própria caneta no momento de votar.

As recomendações são assinadas por médicos dos hospitais Sírio Libanês e Albert Einstein, que foram consultados pelo TSE