A farmacêutica da Inglaterra passa dos primeiros testes e entra em acordo com Brasil para fornecer a vacina contra o Covid-19.

A AstraZeneca está conversando com Brasil, Japão, Rússia e China sobre acordos de fornecimento para sua potencial vacina contra o novo coronavírus, disse o chefe da empresa ontem (13), enquanto a farmacêutica britânica se prepara para publicar os resultados da primeira fase de testes.

A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos para a Saúde (MHRA) do Reino Unido aprovou o início dos testes da fase 3 da vacina depois que os estudos mostraram eficácia e segurança suficientes, disse Pascal Soriot, presidente-executivo da empresa, em uma teleconferência com repórteres.

400 milhões de doses de vacina da Covid-19 para Europa

A AstraZeneca informou que assinou contrato com Itália, Alemanha, França e Holanda para fornecer à Europa uma vacina contra o novo coronavírus, com as entregas começando no final de 2020.

O contrato é para até 400 milhões de doses da vacina, que está sendo desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford, disse a empresa, acrescentando que está buscando maneiras de expandir a produção da vacina, que prometeu fornecer sem margem de lucro durante a pandemia.

“Com nossa cadeia de fornecimento preparada para começar a produção na Europa em breve, esperamos tornar a vacina disponível ampla e rapidamente”, disse o executivo-chefe da empresa, Pascal Soriot, em um comunicado.

A fase de testes da vacina já está avançada e deve terminar durante o outono do hemisfério norte, afirmou o ministro da Saúde da Itália, Roberto Speranza, em uma publicação no Facebook.

A AstraZeneca fechou acordos de produção ao redor do mundo para chegar ao objetivo de fazer 2 bilhões de doses da vacina, incluindo com dois empreendimentos apoiados por Bill Gates e um contrato de US$ 1,2 bilhão com o governo dos Estados Unidos.

Não há vacinas ou tratamentos aprovados para a Covid-19, a doença respiratória altamente contagiosa causada pelo novo coronavírus.

“Muitos países do mundo já garantiram vacinas, a Europa ainda não. A ação rápida e coordenada de um grupo de países-membros valorizará todos os cidadãos europeus nesta crise”, afirmou o ministro da Saúde da Alemanha, Jens Spahn.

A Comissão Europeia recebeu orientações dos governos do bloco, na última sexta-feira  (12), para negociar compras avançadas de promissoras vacinas contra o coronavírus, disse o principal oficial sanitário da UE, mas não ficou claro se haverá dinheiro suficiente disponível. (Com Reuters)