Para todos: confira 5 dicas para começar a apreciar vinhos e espumantes

Você até gostaria de acompanhar seus amigos na hora de beber os vinhos que eles amam, mas desiste por que não sabe degustar, não identifica aqueles aromas todos e, ao final, fica no chope por que não entende nada da bebida mesmo?

Saiba que vinho não tem nada a ver com ostentação, elitismo ou exibicionismo. E que todo mundo, todo mundo mesmo, pode aprender a beber e apreciar uma das bebidas mais antigas e emblemáticas criadas pelo homem.

A arte de degustar vinho não se limita a profissionais. Aprenda tudo o que precisa saber para degustar vinhos como um sommelier!

A prática da degustação

Muitos confundem degustar com beber – mas estas são práticas diferentes. Só se leva um vinho à boca na última etapa da degustação, e com um propósito diferente de apenas consumo. Basicamente, a degustação é o ato de se analisar e avaliar a qualidade de um vinho. Ao todo, são quatro etapas básicas: análise dos aspectos visuais, dos aromas, dos sabores e da estrutura em boca.

1) Aspecto visual de um vinho

A análise sensorial de um vinho começa, justamente, pelos olhos. O aspecto visual de um vinho funciona como indicativo das condições em que se encontra o vinho – e por isso é importante fazer esta avaliação num ambiente claro e sob uma superfície branca.

É claro que as cores variam entre vinhos brancos, tintos e rosés. Mas elas indicam, além de uma característica da própria uva, a idade do vinho. A coloração de um tinto jovem, por exemplo, varia entre rubi e granada, e o vinho vai ganhando, com os passar dos anos, um tom atijolado. Com os vinhos brancos, o processo é o contrário – um branco jovem costuma ter cor amarela ou esverdeada, mas torna-se mais escuro com o tempo de guarda – chegando a tons dourados ou âmbar.

A intensidade, por sua vez, pode estar relacionada tanto com a tipicidade da uva ou com a extração realizada pelo enólogo (afinal, o pigmento do vinho está na casca). Pode esperar que um Pinot Noir, por exemplo, seja menos intenso do que um Cabernet Sauvignon. Isso porque a casca da Pinot é bem fina, fazendo com que transmita menos pigmento e menos corpo ao vinho.

2) Aromas de um vinho

Você já deve ter visto muito “entendido” de vinho girar a taça e depois aproximá-la do nariz. Não precisa ter vergonha, não. Este é exatamente o segundo passo de uma degustação. E os aromas dizem muito de um vinho – além de serem uma das partes mais gostosas para os amantes da bebida.

A intensidade aromática de um vinho pode variar bastante, mas chamam mesmo a atenção suas características aromáticas. Não vale falar que está sentindo aroma de vinho, hein? Todo o resto que vier em mente está valendo – frutas vermelhas, baunilha, chocolate, vegetais, flores

3) Sabores de um vinho

É comum que os aromas de um vinho se repitam em boca, até porque parte daquilo que conhecemos como sabor não passa de partículas dos alimentos que se volatilizam e vão da parte posterior da língua para o nariz (os ditos “aromas de boca”). Podem ser descritos da mesma maneira que os aromas.

4) Estrutura de um vinho

O paladar pode notar alguma nota ou outra que o nariz não captou, mas há outros aspectos igualmente importantes para se analisar com a língua: doçura, acidez, tanino e corpo. Dizemos língua, pois é esse o órgão do corpo capaz de perceber tais aspectos. A doçura de um vinho, por exemplo, é percebida pela pontinha da língua. Já a acidez, característica que nos faz salivar quando muito expressiva, é captada pelas laterais da língua. Os taninos, polifenóis presentes na casca das uvas e que dão entonação adstringente aos vinhos, são percebidas, sobretudo, pelas gengivas. E o corpo do vinho – leve, corpo médio ou encorpado – não passa do peso que exerce sobre a língua.

E depois da degustação?

É ao final de uma degustação que seu propósito vem à tona. Além de gostar ou não do vinho, as etapas permitem que se tire conclusões objetivas a respeito da bebida. O vinho respeita as características da uva quando cultivada em determinada região? É equilibrado? Persistente? Intenso? Simples ou complexo?!

E por fim, cada pessoa tem um gosto diferente para o vinho, cabe a ela degustar e eleger o seu preferido.

Fonte: Clube do vinho/ Grand Cru

Por: Christina Segadilha