PEC será votada na próxima semana no Congresso

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) manifestaram neste domingo (1), em vários locais do Brasil, pedindo a volta do voto impresso. Em Manaus, um dos organizadores do movimento foi o presidente do Movimento Conservador Amazonas, Sérgio Kruke, que afirmou ter reunido mais de dez mil pessoas durante o protesto.

Na Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio, os manifestantes revezam-se em discursos nos carros de som dos organizadores, repetindo argumentos do presidente Jair Bolsonaro contra a votação exclusivamente digital.

Em São Paulo A SPTrans informou que 21 linhas de ônibus tiveram os itinerários alterados desde as 8h deste domingo devido à manifestação na avenida Paulista.

Barroso e outros ministros do STF têm defendido o voto exclusivamente eletrônico. Argumentam que a votação digital já é auditável. Dizem que, se houver a possibilidade de uma recontagem de votos impressos, candidatos derrotados tenderão a pedir recontagem.

O presidente Jair Bolsonaro, que venceu várias eleições por voto exclusivamente eletrônico, tem exigido que o pleito de 2022 tenha voto também impresso. Indica que não aceitará o resultado apenas digital.

PEC do voto impresso

A ideia do voto impresso está materializada na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 135/2019, de autoria da deputada Bia Kicis (PSL-DF). A proposta está em comissão especial da Câmara, que retomará os trabalhos na próxima semana, após o recesso parlamentar.

A tendência é de que PEC seja derrotada. Nos últimos dias, Bolsonaro tem intensificado o discurso a favor do voto impresso, numa tentativa de emplacar a proposta no Congresso.

Em manifestação em Brasília neste domingo, a parlamentar associou a possível derrota do parecer na comissão especial à pressão do TSE.

“A pressão é muito grande. Quando nós aprovamos o tema em comissão tínhamos 33 votos a 5. Os parlamentares eram todos favoráveis. Mas a pressão que vem do TSE é muito grande”, disse a deputada, em referência à aprovação da admissibilidade da PEC na CCJ em 2019.