Manaus | 4 de junho de 2026 | 19:37:16

Apoiadores do Bolsonaro manifestaram pela volta do voto impresso em várias regiões do Brasil

PEC será votada na próxima semana no Congresso

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) manifestaram neste domingo (1), em vários locais do Brasil, pedindo a volta do voto impresso. Em Manaus, um dos organizadores do movimento foi o presidente do Movimento Conservador Amazonas, Sérgio Kruke, que afirmou ter reunido mais de dez mil pessoas durante o protesto.

Na Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio, os manifestantes revezam-se em discursos nos carros de som dos organizadores, repetindo argumentos do presidente Jair Bolsonaro contra a votação exclusivamente digital.

Em São Paulo A SPTrans informou que 21 linhas de ônibus tiveram os itinerários alterados desde as 8h deste domingo devido à manifestação na avenida Paulista.

Barroso e outros ministros do STF têm defendido o voto exclusivamente eletrônico. Argumentam que a votação digital já é auditável. Dizem que, se houver a possibilidade de uma recontagem de votos impressos, candidatos derrotados tenderão a pedir recontagem.

O presidente Jair Bolsonaro, que venceu várias eleições por voto exclusivamente eletrônico, tem exigido que o pleito de 2022 tenha voto também impresso. Indica que não aceitará o resultado apenas digital.

PEC do voto impresso

A ideia do voto impresso está materializada na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 135/2019, de autoria da deputada Bia Kicis (PSL-DF). A proposta está em comissão especial da Câmara, que retomará os trabalhos na próxima semana, após o recesso parlamentar.

A tendência é de que PEC seja derrotada. Nos últimos dias, Bolsonaro tem intensificado o discurso a favor do voto impresso, numa tentativa de emplacar a proposta no Congresso.

Em manifestação em Brasília neste domingo, a parlamentar associou a possível derrota do parecer na comissão especial à pressão do TSE.

“A pressão é muito grande. Quando nós aprovamos o tema em comissão tínhamos 33 votos a 5. Os parlamentares eram todos favoráveis. Mas a pressão que vem do TSE é muito grande”, disse a deputada, em referência à aprovação da admissibilidade da PEC na CCJ em 2019.

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