Centro responsável pela produção dos remédios no Brasil paralisou a produção nacional por falta de verbas, e há risco de desabastecimento.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu aprovar, na quarta-feira (29/9), a importação de radiofármacos, para evitar o desabastecimento de remédios contra o câncer no país. A autorização é temporária e excepcional, e foi concedida semanas após o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) comunicar a pausa na fabricação dos medicamentos, por falta de verba.

“O cenário é de perplexidade e causa temor, porque as pessoas, muitas vezes, precisam desses produtos para sobreviver”, afirmou o diretor da Anvisa Alex Campos, que relatou a situação durante reunião colegiada da agência. Os radiofármacos são utilizados para diagnóstico e tratamento de vários tipos de câncer e, por emitirem radiação, seguem regulamentação específica para produção e distribuição.

Órgãos, entidades públicas e pessoas jurídicas de direito privado estão autorizados a importar os medicamentos até o fim do ano. Os remédios contemplados na decisão deverão ter tido os dados científicos publicados para a comprovação de segurança e eficácia, de acordo com a Anvisa.

O Ipen é vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).

Em 14 de setembro, a entidade informou que a produção dos medicamentos seria paralisada a partir do dia 20 de setembro. O governo federal liberou, no dia 22 deste mês, R$ 19 milhões, de forma emergencial, para suprir a demanda dos remédios, mas a quantia só é suficiente para manter a fabricação até o fim de outubro.

Fonte: Metrópoles