São Paulo e Rio Grande do Sul possui, as menores taxas do país.
De acordo com estatísticas do Instituto Nacional do Câncer, o estado do Amazonas lidera as estimativas de câncer de colo do útero no país, com prevalência de 31,71 casos para cada 100 mil mulheres, taxa quatro vezes superior à de São Paulo e Rio Grande do Sul, que registram, respectivamente, 7,58 e 7,11 casos para cada 100 mil mulheres. Altas taxas de câncer de colo do útero também são registradas em outros estados da Região Norte. O segundo colocado é o Amapá, com uma taxa estimada de 26,73 casos para cada 100 mil mulheres.
De acordo com o Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA), que criou a campanha Setembro em Flor, os números são reflexo dos gargalos de acesso na região Norte ao exame Papanicolau e da baixa adesão à vacina contra o papiloma vírus humano (HPV), apesar de estar disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).
NÚMEROS NO BRASIL
As estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para cada ano do próximo triênio (2023-2025) apontam para 32 mil novos casos de câncer ginecológico, um dos mais incidentes nas mulheres, sendo que os três órgãos do sistema reprodutor feminino mais acometidos por tumores malignos são os de colo do útero, ovário e corpo do útero (endométrio), que somam 32,1 mil novos casos anuais, o que representa 13,2% de todos os casos de câncer diagnosticados nas brasileiras.
Sintomas de tumores ginecológicos
Embora muitos tumores se apresentem de forma assintomática, principalmente nos estágios iniciais, a maioria se desenvolve com os seguintes sintomas:
Sangramento vaginal fora do ciclo menstrual;
Sangramento vaginal na menopausa;
Sangramento vaginal após a relação sexual;
Corrimento vaginal incomum;
Dor pélvica;
Dor abdominal;
Dor nas costas;
Dor durante a relação sexual;
Abdômen inchado;
Necessidade frequente de urinar.
Diagnóstico de câncer ginecológico
Em caso de suspeita de câncer ginecológico, é necessário realizar uma série de exames minuciosos para definir o histórico correto da paciente e chegar ao diagnóstico preciso, tais como:
Ultrassom;
Radiografia;
Tomografia computadorizada;
Ressonância magnética;
Tomografia por emissão de pósitrons;
Após esses exames é fundamental que seja feita uma biópsia para confirmar o diagnóstico.
Além disso, é essencial avaliar a natureza do tumor. O sistema de estadiamento varia, mas geralmente essas neoplasias são classificadas em quatro níveis diferentes, desde o inicial (Estágio I) até o mais avançado (Estágio IV).





