Manaus | 11 de agosto de 2026 | 03:32:03

Amazonas é o 1º estado do Brasil a adotar software Smart para monitoramento da biodiversidade

O Amazonas é o primeiro estado brasileiro a adotar oficialmente em sua base de coleta e armazenamento de dados ambientais uma ferramenta que une tecnologia, ciência e o conhecimento tradicional para fortalecer o monitoramento da biodiversidade, facilitar a gestão e aumentar a proteção de Unidades de Conservação (UC). O software Smart está em implementação pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas (Sema), com apoio da Wildlife Conservation Society (WCS Brasil) e WWF Brasil. O software Smart já é utilizado em mais de 600 áreas protegidas de 55 países.

No Amazonas, a ferramenta já é utilizada em 12 UC Estaduais. Parceira da implementação do projeto, a WCS Brasil formou 24 monitores comunitários em cinco áreas protegidas no interflúvio dos rios Purus e Madeira: Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Igapó-Açu, RDS Rio Madeira, RDS Rio Amapá, RDS Matupiri e Parque Estadual Matupiri. As áreas protegidas são estratégicas por integrarem a proposta de criação do Mosaico de Áreas Protegidas no Baixo Rio Madeira. A iniciativa faz parte do projeto Conservando Juntos, em parceria com a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e a WCS Brasil, apoiado pela Sema. Smart (do inglês Spatial Monitoring and Reporting Tool) é um software de código aberto desenvolvido por um coletivo global de agências e organizações de conservação (https://smartconservationtools.org/).

“A ferramenta Smart tem um poder muito grande para melhorar processos para que os gestores tomem decisões mais rápidas em diversas escalas”, avaliou o diretor da WCS Brasil, Carlos Durigan. Após o período de treinamentos, testes e ajustes, a plataforma está passando por um processo de atualização dos modelos de dados e deve integrar-se plenamente à base de dados ambientais da Sema, que pretende ampliar o uso da plataforma para todas as 42 unidades de conservação estaduais.

“O Projeto de implantação do sistema Smart vem como um aliado na gestão das Unidades de Conservação Estaduais. A análise automática das informações vai auxiliar o Estado, em especial, na formulação de melhores estratégias de conservação e de combate à pressão e ameaças dentro das áreas protegidas, subsidiando ações de gestão, fiscalização, atividades de educação ambiental, além de políticas públicas voltadas às populações tradicionais”, ressaltou o secretário de Estado do Meio Ambiente do Amazonas, Eduardo Taveira.

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