A produção nacional de garrafas de vidro não conseguiu acompanhar o crescimento na demanda por cerveja.

Um das consequências da pandemia é que o consumo de álcool pelos brasileiros aumentou: em casa, as pessoas estão bebendo mais para passar o tempo. Por conta dessa mudança de comportamento, os fabricantes tem encontrado dificuldades para conseguir comprar garrafas desde o fim de 2020.

Relatório do Credit Suisse, de 29 março, assinado por Marcella Recchia e Henrique Rocha, indica que a falta de garrafas de vidro devem seguir até 2023.

“Mesmo com a suposta desaceleração do consumo em fevereiro, impulsionada por subsídios governamentais mais baixos e o preço mais alto da cerveja, a indústria não foi capaz de construir estoques, o que levou a uma continuação nas restrições de capacidade”, diz o texto, divulgado pela CNN Brasil.

Para driblar o problema, algumas marcas tem optado por importar as garrafas ou adaptar a produção. Segundo estimativas, o mercado nacional de produção de garrafas de vidro cresceu de 6% a 7% em 2020, porém, a demanda foi maio. Um novo incremento, de 8% a 10%, até 2023, deve estabilizar a situação.

Os grupos mais afetados foram Heineken e Petrópolis. A empresa holandesa optou por importar garrafas, enquanto o grupo brasileiro transferiu parte da produção para latas. A Ambev foi a que sentiu menor impacto nesse mercado.

Fonte: Metrópoles