Relatório final da CPI será a base da investigação; a avaliação é que o texto traz dados robustos sobre autores intelectuais dos ataques.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, recebeu da senadora Eliziane Gama (PSB-MA) o relatório final da CPI do 8 de Janeiro, que indicia Jair Bolsonaro e mais 60 pessoas, incluindo ex-ministros e ex-comandantes das Forças Armadas.
Com o documento em mãos, o órgão vai investigar se o ex-presidente e o seu núcleo duro serão responsabilizados na esfera civil pelos atos golpistas. Já o Ministério Público Federal é o responsável pelas investigações na frente criminal.
O foco da AGU é apurar se Jair Bolsonaro, ex-assessores de seu governo e militares citados no relatório farão parte do grupo de réus que respondem à ação que pede o pagamento de R$ 100 milhões por dano moral coletivo. O processo, que corre na Justiça Federal do Distrito Federal, tem como alvos, até agora, pessoas, empresas, um sindicato e uma associação apontados como financiadores dos atos.
Até o momento, a AGU tinha em mãos provas contra os envolvidos em ataques e financiamento do 8 de janeiro. Com o relatório final da CPI, a avaliação de membros do órgão é que a investigação passa a ter dados robustos sobre autores intelectuais dos atos golpistas.
O texto elaborado pela senadora Eliziane Gama e aprovado na CPI aponta um esforço intencional de Jair Bolsonaro e seu entorno para acirrar o ambiente político e estimular a adesão aos atos golpistas. O relatório traz ações do ex-presidente antes, durante e após a campanha de 2022 como essenciais para incentivar os ataques aos prédios dos Três Poderes.
O ministro da AGU, Jorge Messias, assinou, nesta manhã, um despacho para que a Procuradoria-Geral da União (PGU) apure as responsabilidades cabíveis sobre os indiciados na CPI do 8 de janeiro.





