O primeiro turno das eleições 2020 deve acontecer no dia 15 de novembro ou 6 de dezembro, quando serão escolhidos vereadores e prefeitos de todo o Brasil. É o que define a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que está em análise no Senado Federal.

A mudança no calendário eleitoral depende de uma alteração na Constituição. Para isso, a proposta precisa da aprovação de deputados federais e senadores.

A decisão começa a ser tomada na próxima terça-feira (23), com a votação no Senado da PEC n. 18/2020. O presidente do Senado, David Alcolumbre, deu entrevista nesta sexta-feira ao jornal Estado de São Paulo e confirmou a votação.

No Congresso Nacional, parece haver consenso entre os parlamentares sobre a necessidade de mudar a data da eleição. O motivo da mudança é o risco de contaminação de eleitores e candidatos por causa do coronavírus.

Especialistas em Saúde Pública e epidemiologia ouvidos pelo Congresso calculam que a pandemia de Covid-19 deve ter um achatamento na curva de transmissão apenas em setembro. Por isso o primeiro turno da eleição, marcado inicialmente para 4 de outubro, não teria condições de acontecer.

O relator da PEC n. 18/2020, senador Wewerton Rocha, realizou nesta semana uma sessão itinerante para ouvir parlamentares, epidemiologistas e representantes da Justiça Eleitoral.

A conclusão é que a manutenção do calendário de votação, programado para dia 4 de outubro, pode resultar numa abstenção recorde de eleitores. O argumento é que parte da população não se sentirá segura em sair de casa e enfrentar filas para votar.

Uma nova sessão de debates está confirmada para segunda-feira (22), com a participação do presidente do TSE, ministro Luíz Roberto Barroso.