De acordo com a Anatel, a pandemia de Covid-19 é uma das principais explicações para esse crescimento.

A Agência Nacional de Telecomunicações divulgou, nesta segunda-feira (19/4), o Relatório de Acompanhamento do Setor de Telecomunicações – Telefonia Móvel referente a 2020. A publicação avalia o desenvolvimento da telefonia móvel no Brasil a partir da análise das quatro maiores prestadoras do serviço, que representam 96,9% do total de acessos.

De acordo com o documento, no fim de 2020, o Brasil contava com 234,07 milhões de acessos móveis. Na comparação com dezembro de 2019, houve aumento de 7,39 milhões de acessos, o equivalente a 3,26%.

Desde 2015, o mercado brasileiro registrava redução no número de acessos móveis. Porém, a partir de julho de 2020, todos os meses apresentaram crescimento nesse indicador.

De acordo com a Anatel, a pandemia de Covid-19 é uma das possíveis explicações para esse incremento.

“A transferência de atividades para o ambiente virtual resultou em aumento na compra de dispositivos de acesso à internet e muitos celulares já são vendidos atrelados à contratação de novos planos”, afirmou em nota.

O coronavírus influenciou também o ritmo de substituição dos acessos pré-pagos pelos pós-pagos. A expectativa da Anatel – baseada em tendência registrada nos últimos anos – era de que a maioria dos acessos fosse pós-paga já no início de 2020, o que só foi registrado no mês de setembro.

Devido aos impactos econômicos da pandemia, consumidores preferiram acessos pré-pagos, que têm custo mais controlável.

A densidade da telefonia móvel fechou o ano de 2020 em 97,20 acessos para cada grupo de 100 habitantes, aumento de 1,11% em relação ao exercício anterior. Todos os estados apresentaram aumento do indicador na comparação com 2019, exceto em Goiás e Tocantins.

As regiões Centro-Oeste (102,02) e Sudeste (105,71) possuíam, no fim do exercício, densidade superior a 100, ou seja, mais que um acesso por habitante.

Ranking

A composição do mercado (market share) da telefonia móvel também é objeto de avaliação no relatório. Em dezembro de 2020, a Vivo era líder do mercado, seguida por Claro – empresa que mais ganhou clientes no exercício – e Tim.

As receitas operacionais da telefonia móvel sofreram queda nos dois primeiros trimestres de 2020 e apresentaram um início de recuperação no terceiro trimestre. A receita decorrente do tráfego de dados foi a maior dos últimos três anos, somando R$ 14,13 bilhões, mais que o triplo da receita decorrente dos serviços de voz, que totalizou R$ 4,08 bilhões.

Apesar do aumento da base de assinantes, não houve degradação da qualidade do serviço prestado pelas quatro maiores empresas de telefonia móvel, avalia a Anatel, que se manteve em torno de 80%. Além disso, as operadoras conseguiram reduzir, ao longo de 2020, o índice de reclamações.

Fonte: Metrópoles