Os avós de Jesus Cristo são apontados como a motivação original da data em que se celebram os avós.

Dos vários mistérios da origem de Jesus Cristo e sua família, está a figura da avó dele, Santa Ana, com uma história pouco conhecida. Ainda assim, é no dia da padroeira das grávidas (porque Ana foi mãe tardiamente e Maria teria sido fruto de um milagre), que se celebra o dia dos avós.

A avó de Jesus só aparece na narrativa do Evangelho de Tiago, um livro escrito provavelmente no primeiro século, mas que não faz parte dos Evangelhos reconhecidos pela Igreja Católica oficialmente.

Segundo os escritos, Ana, que era casada com São Joaquim, viviam em Jerusalém. Como era o costume da época, ela casou cedo, mas era considerada estéril, porque, mesmo anos após o casamento, continuava sem filhos. Era ainda comum na época atribuir à mulher “a culpa” de não engravidar, além de que as mulheres “estéreis” eram vistas como amaldiçoada por Deus e sofriam grandes humilhações. Joaquim era censurado pelos sacerdotes por não ter filhos, mas não se separou de Ana. Os dois aguentaram a pressão juntos. Como mantinham a fé e eram religiosos, rezavam e, depois de quase perderem as esperanças, Joaquim decidiu fazer penitência sozinho, no deserto. Ficou 40 dias isolado e, segundo Tiago, após a aparição de um anjo confirmando que as orações foram ouvidas, ele voltou para casa. O mesmo anjo apareceu para Ana, com a mesma mensagem. Após o retorno de Joaquim, Ana finalmente engravidou de Maria. A primogênita do casal nasceu no dia 8 de setembro de 20 a.C., mas Santa Ana teria morrido quando a filha completou apenas três anos de idade.

Em 1584, o Papa Gregório XIII fixou 26 de julho como o dia para celebrar Santa Ana. Na década de 1960, o Papa Paulo VI juntou a esta data a comemoração de São Joaquim também. Assim, por causa da história da dedicação dos pais de Maria, que se mantiveram unidos mesmo nas adversidades, que o dia de 26 de julho passou a ser considerado o dia dos avós.

Fonte: Claudia