Que as mulheres estão cada vez mais à frente da renda familiar já não é mais novidade para ninguém. Já se foi o tempo em que a figura feminina estava ligada apenas às atividades domésticas, de cuidar do lar para aguardar o homem trazer o sustento para da família. Uma nova realidade se impõem, e vem se consolidando ao longo dos anos, desde a luta histórica das mulheres para terem suas condições equiparadas às dos homens.
No Amazonas não é diferente. E um número chama a atenção: mais de 60% dos empreendedores amazonenses são mulheres. Com a força já conhecida, carisma e competência, elas têm se destacado à frente de novos negócios. E observando esse movimento na economia local, o presidente da Frente Parlamentar de Apoio às Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais (Frempeei), deputado Adjuto Afonso (UB), promoveu um evento intitulado de “Café para Empreendedoras”, em parceria com o Banco da Amazônia (Basa), para falar sobre linha de crédito.
Segundo ele, é preciso criar alternativas e oportunidades de geração de renda, e um exemplo é a criação da Rede Estadual de Mulheres Empreendedoras do Amazonas (Reme-AM), que surge justamente para identificar esse público e direcionar uma atenção especial.
A equipe do Banco da Amazônia, que esteve no evento, falou sobre as linhas de crédito que a instituição financeira oferece para empreendedores individuais e microempreendedores, e de dois programas voltados especialmente para as mulheres: o Amazonas Florescer e o Amazônia para Elas.
De acordo com Leonardo Falcão, coordenador da unidade dos projetos no Amazonas, as iniciativas vão ajudar as mulheres que trabalham no segmento e que não têm acesso a crédito. “O Amazonas Florescer chega justamente para acabar com essa preocupação que muitas empreendedoras têm, que são aquelas mulheres que trabalham em casa, que já tem um negócio, mas que estão precisando de dinheiro para desenvolver e sair de uma renda extra e transformar numa renda oficial e principal para a família”, explica Falcão.
Para a presidente da Reme, Mirian Belmont, o papel da entidade em todo o processo é de facilitação, pois ela enxerga no empreendedorismo uma grande saída, principalmente para as mulheres que querem ter a sua própria renda e a sua independência financeira. “E, nesse contexto, prestar auxílio às mulheres com capacitação e qualificação, orientando para o acesso ao crédito, pois existe uma burocracia muito grande no mercado financeiro em geral”, disse ela.






