Publicação afirma que a tragédia causada pelas chuvas no Rio ‘evidencia a desigualdade na cidade em termos de acesso a serviços como saneamento básico e moradia digna’
O texto disponibilizado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) aponta que a tragédia causada pelas chuvas no último final de semana “evidencia a desigualdade na cidade em termos de acesso a serviços como saneamento básico e moradia digna”.
“O racismo ambiental tem um impacto significativo na população que vive em favelas e periferias, onde historicamente tem uma maioria da população negra”, diz a pensadora negra brasileira Tania Pacheco, citada no texto publicado pela Secom.
“A falta de acesso a serviços básicos, como água potável e saneamento, de estrutura urbana e de condições de moradia digna afetam a saúde e a qualidade de vida dos moradores e agrava ainda mais os impactos das mudanças climáticas, ocasionando enchentes e deslizamentos”, complementa.
Em agosto do ano passado, o Ministério da Igualdade Racial e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima criaram o Comitê de Monitoramento da Amazônia Negra e Enfrentamento ao Racismo Ambiental.
Ainda de acordo com o texto, as comunidades indígenas e quilombolas também são afetadas pelo racismo ambiental por, historicamente, terem “seu direito à terra cerceado, seus territórios invadidos, ainda que estejam demarcados, e sofrer diversas violações em conflitos”.
Outro ponto destacado é a importância das comunidades indígenas na preservação do meio ambiente. Segundo levantamento feito pela organização MapBiomas, as áreas mais preservadas do Brasil entre 1985 e 2020 foram as terras indígenas – tanto as já demarcadas quanto as que ainda esperam por demarcação.







