O cantor e estilista Yohan Tanak compartilhou a experiência ao participar do programa e ser eliminado injustamente, segundo ele; participantes de outros países também denunciaram irregularidades e abusos nos bastidores da produção.
Dois brasileiros que participaram da série “Round 6: O Desafio”, “reality” inspirado na série sul-coreana “Round 6”, que se tornou um fenômeno global, tiveram experiências muito distintas na produção da Netflix. Um deles chegou à final e foi estrela de campanhas nas redes da gigante do streaming, outro foi desclassificado após a primeira prova e sustenta que a competição foi desleal e recheada de manipulações.
O cantor e estilista Yohan Tanaka, que declarou guerra à Netflix e à produtora Studio Lambert nas redes sociais, contou ao GLOBO que sempre foi um sonho participar de um reality show para impulsionar sua carreira como músico. Tanaka não acreditou que sua inscrição ia para frente, mas quando soube que embarcaria para Londres para participar do programa a animação foi instantânea. Ele afirma que a euforia logo foi substituída pela decepção e surpresa com a Netflix, empresa que o brasileiro diz ter admirado por muito tempo.
Tanaka também conta que no final da primeira prova, a famosa “Batatinha frita 1, 2, 3”, o alívio foi instantâneo ao cruzar a linha de chegada ainda dentro do tempo estipulado, mais precisamente faltando 38 segundos para o fim. Para surpresa dele, e de outros competidores que estavam ao seu lado, o grupo foi eliminado mesmo tendo sido filmado comemorando o resultado positivo.
Após o desespero de ser eliminado sem uma razão concreta, o caos tomou conta dos bastidores segundo o brasileiro. Tanaka afirma que tentou questionar produtores e diretores sobre o que estaria acontecendo, pediu as regras do jogo e provas de que foram mesmo eliminados. De acordo com o cantor, os responsáveis “sei fizeram de tolos” e disseram que mandariam um vídeo comprovando a eliminação. O material nunca foi enviado.
— A competição na verdade era um reality com cartas marcadas, abuso de poder e zero chances reais de ganharmos qualquer prêmio milionário. Fomos apenas figurantes não pagos como um artifício de burlar a imigração. Entramos no país como turistas, e não para trabalhar numa produção com visto de trabalho. Assim que chegamos, já possuíamos as passagens de volta, indo contra todo o processo da veracidade de um reality — desabafa Tanaka.





