Manaus | 8 de agosto de 2026 | 18:09:29

Conselheiro do TCE-AM é afastado após colega denunciar que foi chamada de ‘safada’ e ‘cachorra’ por ele

Ari Moutinho foi denunciado pela também conselheira Yara Lins por agressão verbal durante a eleição que definiu o retornou dela à presidência do órgão.

O conselheiro do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM), Ari Moutinho, foi afastado do cargo nesta quinta-feira (26), após ser denunciado pela também conselheira Yara Lins por agressão verbal durante a eleição que definiu o retornou dela à presidência do órgão. Segundo Yara, ele a chamou de “safada” e “cachorra”.

Por meio de nota, o presidente do TCE-AM informou que não houve decisão colegiada a respeito do possível afastamento de qualquer membro da Corte de Contas do Amazonas. Leia a íntegra da nota abaixo.

A decisão, do relator da investigação, conselheiro Júlio Assis Corrêa Pinheiro, aponta que o afastamento foi determinado como medida para evitar que os conselheiros envolvidos no caso tenham contato nas atividades e que outros conflitos venham a acontecer.

A denúncia

No dia 6 de outubro, a conselheira convidou os jornalistas para um coletiva, na Delegacia Geral do Amazonas, onde denunciou o caso à Polícia Civil. “Eu agradeço a imprensa que está aqui, convoquei essa coletiva. Eu sou a conselheira Yara Lins, mas neste momento não está a conselheira e sim uma mulher”, disse.

Há seis anos, Yara Lins, de 66 anos, foi a primeira mulher a assumir a presidência do Tribunal de Contas do Amazonas. Na terça-feira (3), ela foi eleita, por 5 votos a 2, para voltar ao comando da Corte pelos próximos dois anos (biênio 2024-2025).

Na ocasião, a conselheira afirmou que sofreu misoginia durante a votação que definiu o retorno dela à presidência do órgão. “Fui cumprimentar o conselheiro Ari com um “bom dia”, e ele me respondeu, “bom dia nada sua safada, cachorra”, e me ameaçou”, disse.

Yara se referiu ao conselheiro Ari Moutinho, que era um dos membros do TCE-AM. De acordo com a conselheira, depois de sofrer as agressões verbais, ela ficou paralisada. “E passei a mão no rosto dele e disse: ‘você é um infeliz, por isso sofre tanto'”, afirmou.

Única mulher conselheira, Yara Lins disse que relutou em fazer a denúncia. “Mas eu não poderia me acovardar”, enfatizou.

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