Em novo momento de tensão, movimento promoveu protestos pelo país e reivindicou orçamento maior para a reforma agrária.
Aliado histórico do PT, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) aumentou a pressão sobre o governo Lula esta semana por mais celeridade na destinação de terras para a reforma agrária e repasse de recursos. O grupo fez uma série de protestos em todo o país; se reuniu com cinco ministros, inclusive o da Fazenda, Fernando Haddad; e divulgou uma nota reclamando de “incapacidade” da gestão petista. O Executivo alega ter limitações orçamentárias e pede a compreensão dos sem-terra.
A relação entre o Palácio do Planalto e o movimento vem sendo marcada por sucessivas tensões desde o início do ano, com aumento no número de invasões de terra, sobretudo no chamado “Abril vermelho”, jornada anual de atos do MST.
Entre as exigências do movimento está um Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) voltado à reforma agrária, um orçamento de R$ 3 bilhões para esse fim no ano que vem, e o atendimento “imediato” de 65 mil família acampadas, com realização de cadastro e compromisso de entrega de terra.





