Lula participa de cerimônia. Estudo do Banco Mundial também aponta necessidade de melhorias no benefício.
Assim que recebe o seu benefício do Bolsa Família, Imara Souza de Abraão, de 29 anos, sai às compras e leva para casa material escolar para seus sete filhos, além de cesta básica e roupas. Moradora de Maués (AM), Imara recebe R$ 1.800 do programa, que completa 20 anos nesta sexta-feira.
— Com o dinheiro eu já compro a cesta básica, compro as coisas que as crianças estão precisando para a escola, calçados, roupas, merenda — contou.
Um estudo conduzido pelo Banco Mundial mostrou que o Bolsa Família impacta não só seus beneficiários, mas também a economia local, causando resultados positivos, por exemplo, no consumo, na geração de empregos, no número de contas bancárias e na arrecadação de impostos. De acordo com a pesquisa, a cada US$ 1 investido, o programa devolve US$ 2,16 para a comunidade local.
O presidente Lula participa hoje pela manhã, por videoconferência, de um evento para comemorar o programa. Será a primeira aparição em vídeo do presidente desde que ele fez a cirurgia no fêmur e nas pálpebras no fim do mês passado.
Relançado em março pelo governo federal, o novo formato do programa estipula que cada família receberá, no mínimo, R$ 600. Com isso, seguindo a conclusão do estudo, cada família beneficiada devolveria, no mínimo, R$ 1.296 para a economia local.
Imara, no interior do Amazonas, contribui com, aproximadamente, R$ 3,8 mil para a economia da sua cidade. Até setembro, o governo federal já gastou mais de R$ 99,9 bilhões no programa e beneficiou 21,45 milhões de famílias brasileiras.





