Aumento extremo de temperaturas pode levar a complicações sérias de saúde, caso a pessoa não tome atitudes para se proteger
O Brasil está atravessando uma das ondas de calor mais severas de sua história. O fenômeno deve durar até o final de setembro elevando os termômetros de quase todas as regiões do país até perto dos 40ºC. Neste contexto, não falta quem diga que está “morrendo de calor”. E isso pode deixar de ser só uma metáfora.
O cardiologista e médico do esporte Ricardo Contesini, de São Paulo, alerta que é possível morrer de calor. Ele explica que, assim como o frio mata com hiportermia, o contrário sucede na hipertermia.
“O excesso de calor provoca uma reação generalizada. O corpo manda mais sangue para a pele tentando abaixar a temperatura, o que tira o suprimento de órgãos fundamentais. Além disso, com o excesso de suor, o corpo perde água, sódio e outros minerais que levam a uma desidratação e a uma potencial falência renal”, alerta o médico.
Sintomas de calor excessivo
- Transpiração excessiva;
- Dores de cabeça;
- Tontura;
- Fraqueza;
- Câimbras.
Em casos mais graves, quando também há uma desidratação devido calor excessivo, a pessoa pode ter sintomas neurológicos (alucinação e convulsão), estomacais (náuseas e vômitos) e cardíacos (desmaio e pressão baixa).
Quem é mais suscetível?
A cardiologista e médica do esporte Cristina Milagre, do HCor, de São Paulo, alerta que a situação pode ser ainda mais delicada para quem tem alguma doença cardíaca, como hipertensão arterial ou insuficiência cardíaca.





