Manaus | 4 de junho de 2026 | 20:27:17

Pesquisa mostra que limpeza em hospital não extermina bactérias

Uma pesquisa realiza no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (SP), da Universidade de São Paulo (USP), constatou que a limpeza regular das UTIs adulta e neonatal do hospital não combatem as bactérias presentes no local.

O estudo foi feito a partir de uma parceria da Comissão de Controle de Infecções Hospitalares do HCFMRP com pesquisadores da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP. Sendo publicado em artigo na revista especializada Frontiers in Public Health, no dia 28 de agosto.

A limpeza regular segue um protocolo de higienização dos leitos da UTI e da área em torno, feita pelos enfermeiros, incluindo o colchão, bombas de infusão e respirador e tem como objetivo reduzir os micróbios no ambiente e prevenir transmissões entre os pacientes.

O procedimento de limpeza seguido pela equipe do hospital é padronizado e feito de acordo com diretrizes internacionais.

De acordo com a pesquisa, a limpeza das UTIs resultou em uma leve diminuição na diversidade dos micróbios. No entanto, vários gêneros de bactérias foram resistentes à desinfecção o que sugere que elas estão bem-adaptadas ao ambiente.

“Em geral, o procedimento de limpeza era inconsistente. Os fatores de influência potenciais da limpeza insatisfatória incluem baixa eficiência do biocida usado, bactérias bem adaptadas à limpeza diária, soluções desinfetantes e toalhetes contaminados e conformidade variável ao procedimento de higiene e limpeza das mãos”, informa o texto da conclusão da pesquisa.

Ainda de acordo com o estudo grande parte das bactérias detectadas estão presentes no microbioma humano saudável, ou seja, que a maior probabilidade de contaminação são funcionários e pacientes do hospital.  Sendo também destacado o uso de celular, computadores e prontuários.

Segundo a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP), os resultados do estudo não permitem determinar se a quantidade de bactérias resistentes à limpeza regular é suficiente para que haja transmissão de doenças.

Fonte: Agência Brasil

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