A homologação do acordo de delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, foi recebida de forma discreta pelo ex-presidente, seus familiares e aliados mais próximos. Em raras manifestações explícitas, o entorno bolsonarista teceu críticas e comparou o caso a procedimentos da Operação Lava-Jato. Bolsonaro, por sua vez, se esquivou do tema.
Bolsonaro evitou mencionar Cid e usou suas redes sociais, no sábado, apenas para exaltar o início da operação do PIX, implementado pelo Banco Central durante sua gestão.
Já no domingo, o ex-presidente também publicou o vídeo de um evento, com data indeterminada, no qual diz que costuma ouvir a frase “não desista” de apoiadores.
Na noite de domingo, ainda sem qualquer menção direta à delação de Cid, Bolsonaro repercutiu um apelo do filho, o vereador Carlos Bolsonaro, para que a plataforma digital Eduzz voltasse a disponibilizar o link para compra de um livro escrito pelo “02”, como o parlamentar é chamado pelo pai. O livro em questão, intitulado “O começo de tudo”, descreve de forma resumida a atuação de Bolsonaro nas redes, geridas por Carlos, desde o tempo em que era deputado federal.





