Manaus | 4 de junho de 2026 | 10:14:16

Tenente-Coronel Mauro Cid busca liberdade provisória e delação premiada, aguardando decisão do STF

PF aceita colaboração premiada do ex-ajudante de Bolsonaro, enquanto Alexandre de Moraes avalia pedidos de soltura.

A defesa do tenente-coronel Mauro Cid deu entrada a um pedido de liberdade provisória junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), logo após o militar manifestar sua intenção de colaborar com informações valiosas em uma delação premiada relacionada aos casos em que está sob investigação. A responsabilidade de deliberar sobre sua soltura recai sobre o ministro Alexandre de Moraes, que também está encarregado de decidir sobre os termos do acordo de colaboração premiada. A Polícia Federal (PF), após longos depoimentos prestados por Cid nas últimas semanas, já expressou seu apoio à delação.

Na última quarta-feira, 6, Mauro Cid se reuniu com Marco Antônio Vargas, juiz auxiliar que trabalha no gabinete de Moraes. O ex-ajudante de ordens do presidente Jair Bolsonaro (PL) está sob prisão preventiva desde maio de 2023, em decorrência das investigações relacionadas a possíveis fraudes em cartões de vacinação.

Além desse caso, a PF também está apurando seu envolvimento em outras questões, como a venda de joias presenteadas a Bolsonaro durante seu mandato presidencial, que teriam sido comercializadas no exterior com a suposta participação de aliados, e um alegado esquema para simular uma invasão a urnas eletrônicas. O pedido de liberdade feito pelo advogado do tenente-coronel, Cezar Bitencourt, será encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF), que emitirá um parecer, favorável ou contrário, o qual necessitará da aprovação de Moraes para ser efetivado. A situação de Mauro Cid permanece sob intensa observação e aguarda desdobramentos significativos nos próximos dias.

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