Manaus | 19 de outubro de 2026 | 17:41:56

Ataques terroristas deixam ao menos 64 mortos no Mali

Dois ataques realizados por supostos militantes ligados ao grupo terrorista islâmico Al Qaeda no Mali mataram ao menos 64 pessoas na quinta-feira (7), incluindo dezenas de civis, informou o governo de transição do país africano.
Os ataques tiveram como alvo um barco de passageiros no rio Níger, perto de Timbuktu, e uma base militar em Bamba, na região norte de Gao, matando 49 civis e 15 soldados, segundo comunicado do governo.

Não foi possível saber quantas pessoas morreram em cada ataque.

Especialistas expressaram preocupação generalizada com o agravamento das condições no conturbado estado do Sahel.

“Em menos de um ano, o Estado Islâmico no Grande Saara quase duplicou as suas áreas de controle no Mali”, aponta um relatório do Conselho de Segurança da ONU divulgado em agosto.

A ONU também expressou preocupação com os abusos dos direitos humanos cometidos pelas forças armadas do Mali e “seus parceiros de segurança estrangeiros”.

Centenas de mercenários russos contratados pelo grupo mercenário Wagner foram convidados para o Mali pela junta militar do país, para combater os islamistas. Não está claro o que aconteceu com eles desde a morte do chefe da organização, Yevgeny Prighozin.

“A violência contra mulheres e meninas e a violência sexual relacionada com conflitos continuam a prevalecer no Mali”, afirmaram especialistas da ONU no relatório.

Em junho, o Mali pediu à força de manutenção da paz da ONU, a Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização do Mali (MINUSMA, na sigla em inglês), que está estacionada no país desde 2013, para deixar a nação “imediatamente”.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros do Mali, Abdoulaye Diop, acusou a ONU de agravar os problemas de segurança no país.

Quase 9 milhões de pessoas precisam de assistência humanitária no país. No início deste mês, agências da ONU afirmaram que 200 mil crianças corriam o risco de morrer de fome.

“Uma série de conflitos armados prolongados, deslocamento interno e acesso humanitário limitado ameaçam mergulhar quase um milhão de crianças com menos de cinco anos na desnutrição aguda até o final deste ano, se a ajuda vital não chegar até elas”, afirmou a ONU.

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