Manaus | 4 de junho de 2026 | 16:24:37

Ex-líder dos Proud Boys, Enrique Tarrio, é condenado a 22 anos de prisão por liderar invasão do Capitólio

Tarrio é sentenciado como líder da conspiração que interrompeu a transferência pacífica do poder nos EUA.

Enrique Tarrio, ex-líder dos Proud Boys, recebeu uma sentença de 22 anos de prisão na terça-feira, 5 de setembro, por seu papel na invasão do Capitólio dos Estados Unidos em janeiro de 2021. Apesar de não estar fisicamente presente em Washington no dia do ataque, Tarrio foi acusado de liderar a ação criminosa, que envolveu cerca de 200 membros do Proud Boys. Durante uma audiência de quatro horas, o juiz distrital Timothy Kelly afirmou: “Nesse dia, foi quebrada nossa tradição ininterrupta de transferência pacífica do poder”, destacando Tarrio como o líder máximo da conspiração.

Tarrio e outros membros do grupo enfrentaram acusações de conspiração sediciosa em maio, devido ao seu papel na tentativa de impedir a certificação da vitória de Joe Biden nas eleições de 2020. Antes do anúncio da sentença, Tarrio expressou arrependimento e admitiu que o 6 de janeiro foi uma “vergonha nacional”. Ele também reconheceu que falhou em sua conduta durante esse período.

O juiz federal Timothy Kelly considerou os agravantes de terrorismo solicitados pelos promotores, embora tenha observado que os réus “não tiveram intenção de matar”. Segundo os promotores, Tarrio agiu como um general, causando mais danos do que um agitador individual, mesmo não estando presente na capital naquele dia devido a uma ordem judicial para deixar o distrito.

Outro membro dos Proud Boys, Ethan Nordean, foi condenado a 18 anos de prisão pelo mesmo juiz. Stewart Rhodes, fundador da milícia de extrema direita Oath Keepers, também envolvida no ataque ao Capitólio, recebeu uma sentença de 18 anos no início de 2023.

Além disso, o ex-presidente Donald Trump enfrentará julgamento em março, acusado de conspirar para anular o resultado das eleições de 2020. Ele também enfrenta acusações semelhantes em um caso separado no estado da Geórgia. No total, mais de 1.100 pessoas foram acusadas pela Justiça devido à invasão do Capitólio, com 630 delas se declarando culpadas de diversas acusações e 110 sendo declaradas culpadas em julgamento.

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