Manaus | 4 de junho de 2026 | 13:43:30

EUA advertem Coreia do Norte sobre envio de armas à Rússia: ‘pagará um preço’ na comunidade internacional

Aviso dos Estados Unidos surge em meio a negociações entre Coreia do Norte e Rússia, com o líder Kim Jong-un planejando uma possível reunião com Vladimir Putin.

Na terça-feira, 5, os Estados Unidos emitiram um forte aviso à Coreia do Norte, alertando que o país “pagará um preço na comunidade internacional” se fornecer armas à Rússia para o conflito na Ucrânia. O conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, declarou: “Fornecer armas à Rússia para serem usadas no campo de batalha contra silos de grãos e infraestrutura de aquecimento nas principais cidades, enquanto chegamos ao inverno no hemisfério norte para tentar conquistar o território de outra nação soberana, não vai deixar a Coreia do Norte bem, e ela pagará um preço por isso na comunidade internacional.”

Sullivan enfatizou que Pyongyang deve respeitar seu compromisso público de não fornecer tais armas e que os Estados Unidos continuarão buscando oportunidades para dissuadir os norte-coreanos de tomar essa medida. Na semana anterior, os EUA já haviam denunciado que as negociações entre Rússia e Coreia do Norte em relação à compra de armas estavam em andamento, o que, se concluído, permitiria que Moscou recebesse vários tipos de munições.

Relatos dos jornais “The New York Times” e “The Washington Post” sugeriram que o líder norte-coreano, Kim Jong-un, planeja viajar à Rússia neste mês para se encontrar com o presidente russo, Vladimir Putin, a fim de selar o acordo. No entanto, o Kremlin se recusou a confirmar essa possível reunião nesta terça-feira.

Vedant Patel, porta-voz adjunto do Departamento de Estado dos EUA, ressaltou que os Estados Unidos têm sido “incrivelmente claros sobre as possíveis consequências de qualquer país adotar medidas que apoiem a Rússia no avanço de sua guerra ilegal e injusta”. O alerta dos Estados Unidos reflete a crescente preocupação internacional em relação ao conflito na Ucrânia e a possível influência de terceiros países, como a Coreia do Norte, nesse cenário complexo.

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