Manaus | 4 de junho de 2026 | 20:49:31

Oposição crítica fortemente criação do 38º Ministério no Governo Lula

Novo Ministério das Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais gera controvérsia.

A criação do Ministério das Pequenas e Médias Empresas, das Cooperativas e dos Empreendedores Individuais, anunciada na terça-feira, 29, tem sido alvo de intensas críticas por parte da oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Este novo ministério, o 38º a integrar a estrutura ministerial, despertou preocupações, fazendo com que a Esplanada dos Ministérios se aproximasse do tamanho apresentado durante a presidência de Dilma Rousseff, que chegou a ter 39 pastas em 2015.

De acordo com informações divulgadas pela Jovem Pan, o governo pretende entregar a direção da nova pasta aos Progressistas, provavelmente representado pelo deputado federal André Fufuca (PP). Atualmente, as atribuições sob essa área estão sob a égide do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços. Em seu live semanal, ocorrido em 29 de agosto, o presidente Lula justificou a criação do ministério como uma resposta à crescente vontade da população em se engajar no empreendedorismo. Ele afirmou: “Nós também sabemos que tem muita gente que não quer carteira assinada. Tá cheio de gente querendo ser empreendedor individual, empreendedor coletivo (…) Um ministério específico para cuidar dessas pessoas que precisa de crédito e oportunidade, esse é o papel do Estado, criar as condições para que as pessoas possam participar”.

Além da crítica ao novo ministério, membros da oposição expressaram preocupações sobre a distribuição de cargas para obter apoio no Legislativo. O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL), condenou a abordagem do PT, descrevendo-a como “espúria e anti-republicana”, prejudicando a população em prol de um projeto de poder. O deputado Maurício Marcon (Podemos), vice-líder da oposição na Câmara, rejeitou a criação do novo ministério, observando que isso resultará em mais cargas e gastos desnecessários, tudo para angariar apoio parlamentar.

Em meio a essas críticas, o deputado federal Aécio Neves (PSDB) usou o Facebook para classificar o novo ministério como “absolutamente desnecessário”. Ele ressaltou que esse setor já é atendido pelo Sebrae e pelas secretarias do Ministério da Indústria e Comércio. Aécio Neves considerou a criação do ministério como uma manobra para atrair novos aliados políticos, resultando em mais despesas, superposição administrativa e menos resultados efetivos.

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