Manaus | 4 de junho de 2026 | 19:58:01

Apesar da proibição, cigarro eletrônico persiste à venda no Brasil, preocupando especialistas

O uso entre jovens aumenta, mesmo com alertas sobre riscos à saúde e proibição oficial.

Apesar da proibição imposta pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o cigarro eletrônico continua disponível no mercado brasileiro, levantando preocupações entre especialistas de saúde. Um estudo realizado pela Universidade Federal de Pelotas revelou que 20% dos jovens com idades entre 18 e 24 anos já experimentaram dispositivos eletrônicos, enquanto entre os entrevistados com idades entre 25 e 34 anos, o percentual foi de 10%. Além disso, uma pesquisa apresentada no Congresso Internacional da Sociedade Respiratória Europeia destacou que adolescentes com pais fumantes têm 55% mais chances de experimentar cigarros eletrônicos.

Apesar de influenciar o círculo social e pela praticidade, a engenheira civil Evellyn Teixeira rapidamente descobriu efeitos adversos após adotar o uso do cigarro eletrônico. “Quando eu comecei a usar, até por ter esses sabores e doces, era conveniente e agradável. Eu usei por um tempo. Então, comecei a ter episódios de asma”, incidentalmente. Confrontada com problemas de saúde, Evellyn tentou parar, mas continuou utilizando os dispositivos dos amigos. Com sua saúde se deteriorando, ela finalmente decidiu abandonar o vício. “Eu tive leves dificuldades respiratórias, dores no peito e até chiados nos pulmões. Essas foram algumas das razões pelas quais parei com o cigarro eletrônico”, concluiu.

O médico pneumologista João Carlos de Jesus alertou sobre os riscos à saúde associados ao uso de dispositivos eletrônicos. “Temos mais de 100 anos de estatísticas sobre cigarros convencionais, o que nos permite entender como eles evoluem e causam danos. Os cigarros eletrônicos têm componentes diferentes, mas também contêm nicotina, causando problemas semelhantes. A fumaça do vape contém substâncias que podem prejudicar os pulmões”, explicou. Várias celebridades também compartilharam problemas de saúde relacionados ao uso de cigarros eletrônicos, incluindo Lucas Vianna, Zé Neto, Solange Almeida e a rapper americana Doja Cat. Recentemente, o ator Eri Johnson fez um apelo nas redes sociais para evitar os dispositivos eletrônicos. “Estou com quatro amigos passando mal por causa do vape… essa loucura eletrônica. Se puder evitar.

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